12:38 18 Setembro 2019
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    Boeing 737 MAX 8 avião entregue à Air China durante uma cerimônia em dezembro de 2018 (arquivo).

    Mídia: China tentou viabilizar aprovação de Comac C919 após aterramento do Boeing 737

    © AFP 2019 / STR
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    As autoridades chinesas tentaram vincular o processo de certificação do 737 MAX da Boeing à aprovação de seus próprios jatos produzidos internamente nos EUA, informou a Bloomberg. De acordo com a agência, Pequim tentou entrar no mercado americano, que permaneceu fechado a aeronaves fabricadas sem autorização do regulador de aviação dos EUA.

    Pequim busca há anos a certificação de seus jatos civis, rivais da Boeing e da Airbus, para serem vendidos a empresas americanas. De acordo com a Bloomberg, as autoridades chinesas nunca fizeram "exigências explícitas" para que suas aeronaves fossem certificadas em troca da aprovação do principal jato da Boeing, mas "suas intenções eram claras".

    Os EUA, porém, não se moveram e o 737 MAX da Boeing acabou recebendo a certificação na China, enquanto o concorrente direto da aeronave, o Comac C919, não recebeu sinal verde da Administração Federal de Aviação dos EUA. Nem autoridades chinesas nem americanas comentaram a reportagem.

    Ambos os países assinaram um acordo em outubro de 2017 para melhorar o processo de concessão de certificação mútua para aviões civis. No entanto, as aeronaves chinesas ainda não receberam luz verde do regulador americano.

    Ao mesmo tempo, enquanto o Boeing 737 MAX enfrentou problemas globais após dois acidentes em menos de meio ano — a quedas de aeronaves da Ethiopian Airlines e da Lion Air em março de 2019 e outubro de 2018, respectivamente —, a China foi um dos primeiros países a aterrar o avião em março de 2019. Eventualmente, todos os países que usam os jatos ordenaram que eles fossem aterrados até que a causa das colisões tenha sido determinada.

    Desde então, a Boeing lançou uma atualização de software, alegando que tornou o sistema menos agressivo, mas até agora o aterramento global permanece em vigor até que os órgãos reguladores decidam se o jato está seguro para voar.

    Tags:
    Comac C919, Boeing 737 MAX, Lion Air Group, Ethiopian Airlines, Airbus, Bloomberg, Administração Federal de Aviação dos EUA, Estados Unidos, China
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