23:56 25 Maio 2019
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    Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia

    Chanceler venezuelano promete responder a possível invasão militar norte-americana

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    O chanceler venezuelano Jorge Arreaza disse que Caracas está pronta para qualquer evolução dos acontecimentos, inclusive se Washington decidir invadir militarmente o país bolivariano.

    "Estamos prontos para qualquer cenário", disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela em uma coletiva de imprensa na embaixada venezuelana em Moscou, nesta segunda-feira (6), respondendo à pergunta sobre a ameaça do uso de força pelos Estados Unidos.

    "Se [os EUA] optarem por meios militares, temos uma força armada, um povo, uma milícia nacional, que seria capaz não só de resistir e travar a batalha, mas até de vencer e derrotar qualquer exército, por mais poderoso que seja no mundo", complementou.

    Durante a coletiva, o ministro afirmou que a Rússia tem sido firme em seus esforços para acabar com o bloqueio econômico imposto pelos EUA à Venezuela.

    Arreaza declarou que esperar criar um sistema alternativo de transações monetárias com a participação de Moscou e Pequim para poder transferir fundos e, dessa forma, contornar as restrições americanas.

    "Estamos procurando maneiras alternativas de interagir com a Rússia, China e outros países amigos para, de alguma forma, contornar o bloqueio norte-americano", ressaltou.

    O ministro também afirmou que Caracas espera produzir mais petróleo em seu território junto com a Rússia, além de não excluir a ampliação da missão de assistência técnico-militar russa na Venezuela.

    Em 21 de janeiro, se iniciaram protestos em massa contra o recém-reeleito presidente Nicolás Maduro. A crise piorou quando o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, se autoproclamou líder interino do país no dia 23, recebendo o apoio dos EUA e outros países. Maduro segue sendo apoiado pela Rússia, China, Turquia e vários outros países.

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    Tags:
    golpe de Estado, invasão, Jorge Arreaza, EUA, Rússia, Venezuela
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