13:06 26 Abril 2019
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    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de homenagem aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante o Holocausto, no Centro Mundial de Memória do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, 2 de abril de 2019

    Presidente israelense critica Bolsonaro após declaração sobre Holocausto

    © AP Photo / Ariel Schalit
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    O chefe de Estado de Israel, Reuven Rivlin, juntou-se aos críticos do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente disse que os crimes do Holocausto podem ser perdoados, mas nunca esquecidos.

    "Ninguém vai pedir o perdão do povo judeu, e isso nunca pode ser comprado em nome de interesses […] O que [os nazistas] fizeram conosco está gravado em nossa memória, na memória de um povo antigo", disse recentemente Rivlin no Twitter, segundo o The Times of Israel.

    O político também advertiu que os israelenses nunca cooperarão com aqueles que negarem a verdade ou "tentarem apagar isso da memória", quer sejam indivíduos, grupos, "líderes partidários ou chefes de Estado".

    Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu durante encontro no Rio de Janeiro
    © AP Photo / Leo Correa/Pool Photo
    "Nunca perdoaremos e nunca esqueceremos", twittou o líder israelense, jurando que os judeus "sempre lutarão contra o antissemitismo e a xenofobia".

    O presidente de Israel também alertou os políticos contra "desvios para o território dos historiadores", que são responsáveis por pesquisar e descrever o passado. Segundo ele, os líderes políticos devem assumir a sua própria responsabilidade de "moldar o futuro".

    Os comentários de Rivlin ecoaram uma declaração crítica emitida pelo museu oficial do memorial do Holocausto de Israel (Yad Vashem), dizendo, conforme citado pela mídia: "Não cumpre a ninguém determinar se os crimes do Holocausto podem ser perdoados".

    Já o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, tomou o partido do presidente brasileiro, alertando que quem tentar desacreditar "as palavras de um grande amigo do povo e do governo de Israel" não terá sucesso.

    O diplomata afirmou que as palavras de Bolsonaro "deixaram claro seu total repúdio pelo maior genocídio da história, que foi o Holocausto".

    "Em nenhum momento de seu discurso o presidente mostrou desrespeito ou indiferença em relação ao sofrimento judaico", publicou o embaixador no Facebook.

    Bolsonaro, considerado um firme apoiador de Israel e de seu primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, provocou debates com sua declaração durante a reunião de quinta-feira (11) com pastores evangélicos no Rio de Janeiro.

    "Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro", disse o presidente, acrescentando que é preciso agir para garantir que o Holocausto não se repita.

    Durante a sua viagem a Israel, Bolsonaro além de assinar acordos e documentos sobre defesa, cibersegurança e cooperação policial junto com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, também visitou o memorial do Holocausto.

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    Tags:
    judeus, holocausto, Yad Vashem, Bolsonaro, Yossi Shelley, Reuven Rivlin, Benjamin Netanyahu
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