00:43 26 Maio 2019
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    Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo (imagem de arquivo)

    Pompeo: China tem parceria 'corrosiva' com Venezuela e presença da Rússia é 'provocação'

    © flickr.com/ Gage Skidmore
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    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusou a China e a Rússia de "ajudar a destruir" a Venezuela através da manutenção do apoio ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, o qual Washington considera ilegítimo. Pompeo também chamou a presença de tropas russas no país de uma "óbvia provocação".

    "A China e os outros estão sendo hipócritas ao pedir 'não-intervenção' nos assuntos da Venezuela", disse Pompeo em um discurso em Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (12). "Suas próprias intervenções financeiras ajudaram a destruir o país".

    "A China é um importante parceiro econômico dos Estados Unidos. O problema, porém, é que quando a China faz negócios em lugares como a América Latina, muitas vezes injeta capital corrosivo na corrente sanguínea econômica, dando vida à corrupção e corroendo a boa governança", afirmou o diplomata.

    ​Pompeo criticou a cooperação russa com a Venezuela e a Nicarágua. Sobre os investimentos russos em treinamento policial em parceria com Caracas e um complexo de satélites no país, afirmou: "para dizer o mínimo, não são bons".

    "A Rússia também tem laços de longa data com líderes autoritários em Cuba e na Nicarágua. Ela vende armas e dissemina propaganda nesses lugares", disse Pompeo. "Não devemos defender a Rússia incentivando uma situação já precária dessas maneiras".

    Desde 23 de janeiro, os EUA têm defendido Juan Guaido, autoproclamado presidente interino da Venezuela, denunciando a administração de Maduro como antidemocrática e pedindo a demissão de Maduro.

    No entanto, sem qualquer apoio popular no país, onde 80% da população nunca tinha ouvido falar dele até a autoproclamação, a tentativa de golpe de Guaidó fracassou em meio ao firme apoio popular a Maduro, que foi reeleito em maio passado em eleições auditadas internacionalmente.

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    Tags:
    crise na venezuela, Departamento de Estado, Nicolás Maduro, Mike Pompeo, Juan Guaidó, Nicarágua, Cuba, Chile, Santiago, China, Caracas, Venezuela, Rússia
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