18:56 23 Outubro 2019
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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz sinal com as mãos depois de chegar à base militar de Forte Tiuna, em Caracas, Venezuela, 30 de janeiro de 2019

    EUA querem que militares 'traiam' Maduro, denuncia embaixador venezuelano na Rússia

    © AP Photo / Marcelo Garcia
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    Os Estados Unidos querem que o Exército venezuelano "traia" o presidente Nicolás Maduro para facilitar uma mudança de governo, disse nesta terça-feira o embaixador venezuelano na Rússia, Carlos Rafael Faria Tortosa.

    As tensões na Venezuela aumentaram quando Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, liderada pela oposição, declarou-se presidente interino em 23 de janeiro, disputando a reeleição de Maduro.

    A declaração de Guaidó foi quase imediatamente reconhecida pelos Estados Unidos e alguns de seus aliados, com o primeiro prometendo renunciar a sanções punitivas contra oficiais militares venezuelanos se eles jurassem lealdade ao líder da oposição.

    Rússia, China, México, entre outros, disseram que consideram Maduro o presidente legítimo da Venezuela e pediram a não-interferência.

    "Eles estão olhando para as nossas forças armadas para trair nosso presidente", declarou o embaixador Tortosa em uma reunião na Câmara Alta do Parlamento russo.

    Segundo o diplomata, Washington persegue esse objetivo, já que o povo norte-americano não apoiaria a invasão direta dos EUA à Venezuela.

    Ele acrescentou que os Estados Unidos bloquearam as contas venezuelanas em uma tentativa de provocar a revolta das pessoas contra as autoridades em meio à crise econômica.

    O embaixador ressaltou ainda que a Constituição venezuelana não tem essa noção de presidente interino, convidando todos os interessados a estudar o documento.

    "Todos eles — Guaidó, [o presidente dos EUA Donald] Trump e [o secretário de Estado dos EUA, Mike] Pompeo — afirmaram repetidas vezes que o artigo 233 supostamente fala [sobre o presidente interino]. Convido todos que estão interessados nisso — vamos ler o que está escrito lá. Não diz nada sobre isso. Esses também são métodos para enganar pessoas em todo o mundo", complementou.

    O artigo 233 da Constituição venezuelana diz que se o presidente eleito "se tornar permanentemente indisponível" para desempenhar suas funções em caso de morte, renúncia, afastamento do cargo por decisão do Supremo Tribunal de Justiça e outros motivos listados na lei principal, o presidente da Assembleia Nacional assumirá a presidência até a eleição, que deverá ser realizada dentro de 30 dias.

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    Tags:
    militares, traição, crise na venezuela, diplomacia, Exército da Venezuela, Juan Guaidó, Carlos Rafael Faria Tortosa, Nicolás Maduro, Rússia, Estados Unidos, Venezuela
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