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    Presença da Rússia e China na América Latina é 'desastrosa', diz diplomata dos EUA

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    O embaixador dos EUA na Colômbia, Kevin Whitaker, descreveu nesta segunda-feira como "desastrosa" a presença da Rússia e da China em vários países da América Latina, após o apoio que ambas as nações prestam ao governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    "Muito ruim, muito ruim", disse Whitaker a um jornalista da rádio Caracol, que pediu sua opinião sobre o aumento da presença da Rússia e da China na América Latina.

    Whitaker acrescentou que "tem sido decepcionante ver como alguns países decidiram tirar proveito desses países que não representam a tradição democrática, que seus interesses são diferentes dos americanos, para nós que vivemos neste hemisfério".

    O diplomata esclareceu que "separar a Rússia e a China, a Rússia não tem grandes efeitos econômicos, é um país que tem um PIB [Produto Interno Bruto] menor do que o estado da Califórnia, então as chances de que haja um benefício econômico com a Rússia é mínima", mas "eles [os russos] querem provocar a gente [para nos incomodar]".

    No caso da China, disse o diplomata, "eles obviamente têm interesses diferentes e fizeram investimentos muito importantes em vários países da região, particularmente no Equador e na Venezuela, nestes casos, eles vêm para tirar recursos, ponto final, o conceito é esse e eles fizeram isso na região e mais na África […] Eles vêm com dinheiro e saem com a soberania dos países".

    O embaixador dos EUA acrescentou que "a Colômbia e a administração do presidente [Iván] Duque são muito, muito claras" sobre o avanço chinês e russo.

    Whitaker finalmente disse que "os chineses estão muito tristes com o que está acontecendo na Venezuela, são o seu maior investimento na região por uma década, e é uma falha completa, não importa qual é o país mais corrupto, mais desmembrado no continente e é o seu primeiro cliente na região".

    O diplomata foi perguntado sobre a formação de um comboio de ajuda humanitária dos EUA na zona fronteiriça da Colômbia com a Venezuela, onde o governo de Maduro fechou as a ponte internacional Tienditas, que liga a cidade colombiana de Cúcuta com a Ureña venezuelana, atravessando o rio Táchira.

    "Faremos todo o possível para entregar ajuda humanitária à fronteira, e da maneira mais rápida de introduzir essa ajuda na Venezuela para os venezuelanos", declarou Whitaker, embora a Guarda Nacional Bolivariana tenha ordens para não deixar nenhum carregando

    Whitaker argumentou que "tropas venezuelanas são compostas de venezuelanos, e eles estão enfrentando os mesmos problemas da fome, a falta de medicamentos (…) esta é uma oportunidade, e mães, esposas e filhos dos soldados dependerá da decisão que eles tomam".

    A entrada da ajuda humanitária à Venezuela foi proposta como objetivo imediato pelo chefe do Parlamento da maioria da oposição, Juan Guaidó, que se proclamou presidente do país no dia 23 de janeiro e foi imediatamente reconhecido pelos EUA e pela Colômbia.

    O presidente Nicolás Maduro sustenta que a ajuda humanitária é uma montagem para possibilitar a intervenção estrangeira de seu país e assegura que a proclamação de Guaidó é um golpe liderado pelos Estados Unidos.

    Cerca de 50 países reconheceram Guaidó, mas China e Rússia, juntamente com Cuba, Irã, Bolívia e Turquia, mantêm seu endosso a Maduro e exigem uma solução negociada entre as partes beligerantes na Venezuela.

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    apoio, crise na venezuela, relações internacionais, aliança, diplomacia, Iván Duque, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Kevin Whitaker, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos, América Latina, China, Rússia