10:27 17 Junho 2019
Ouvir Rádio
    Nicolás Maduro, presidente de Venezuela

    Novas eleições são necessárias na Venezuela, definem países em cúpula no Uruguai

    © REUTERS / Marco Bello
    Américas
    URL curta
    915

    A reunião do Grupo de Contato Internacional (GCI) em Montevidéu, no Uruguai, foi positiva e os participantes concordaram com a necessidade de uma nova eleição presidencial conduzida através de um processo eleitoral confiável, disse o ministro de Relações Exteriores de Portugal, Augusto Santos Silva, à Sputnik nesta quinta-feira.

    "Foi um encontro positivo porque reuniu um bom número de países, a maioria da Europa e da América Latina, e concordamos com a necessidade de convocar novas eleições presidenciais por meio de um processo confiável", disse Silva.

    Silva afirmou ainda que o GCI ousa lançar os contatos necessários "com todos os atores relevantes da Venezuela" e também "com os atores internacionais e regionais, a fim de garantir a credibilidade à transparência da nova eleição".

    Anteriormente, o governo de Nicolás Maduro já descartou um ultimato lançado por líderes europeus para a realização de novas eleições no país caribenho. Contudo, lideranças respeitadas da esquerda sul-americana, como o ex-presidente uruguaio José ‘Pepe’ Mujica, já defenderam a realização de novas eleições como a melhor saída para a crise venezuelana.

    Caracas diz que frustrou golpe planejado por EUA e Colômbia

    O ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Jorge Rodriguez, disse nesta quinta-feira que as autoridades foram capazes de frustrar uma tentativa de golpe contra Maduro, orquestrado pela Colômbia e pelos EUA, planejado para ser executado entre últimos dias de janeiro e início de fevereiro.

    "Poderes da Colômbia e os EUA apoiaram as ações assassinas e golpistas de [Oswaldo] Garcia Palomo, que tinha atividades intensas em outubro, novembro, dezembro de 2018 e janeiro de 2019 […] ele confessou que tinha três dias para o golpe militar em 27 de Janeiro, ou 31 de janeiro, ou 3 de fevereiro", explicou Rodriguez em uma conferência de imprensa do Palácio de Miraflores.

    O coronel Oswaldo Palomo Garcia foi preso em 30 de janeiro após ser acusado pelo governo venezuelano de estar envolvido em uma tentativa de assassinato contra Maduro em 4 de agosto de 2018 em uma cerimônia pública em Caracas ocidental.

    Rodriguez apresentou um vídeo em que Garcia Palomo confessa os planos do golpe e fornece detalhes sobre lugares que deveriam atacar em uma das três datas propostas.

    O ministro de Comunicação também disse que a oposição vereador Fernando Albán, que supostamente cometeu suicídio em outubro, saltando de um andar alto na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) onde foi detido, era a ligação entre os autores do ataque contra Maduro.

    Rodriguez culpou o líder da oposição Julio Borges de ser o principal autor da tentativa de assassinato em 4 de agosto, quando um drone explodiu perto do estrado onde Maduro fez um discurso durante uma celebração militar.

    Um segundo drone caiu em um prédio de apartamentos a duas quadras de onde o presidente estava. Sete membros da Guarda Nacional ficaram feridos, embora o chefe de Estado estivesse ileso. À época, Maduro acusou o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos e a oposição venezuelana à tentativa de assassinato.

    O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeitou a acusação.

    Mais:

    Moscou avisa seriamente Ocidente contra ideias arriscadas de usar a força na Venezuela
    EUA esperam que Venezuela dependa menos de Rússia e Cuba
    Analista: tutelado por militares, Brasil não entraria em intervenção dos EUA na Venezuela
    Tags:
    crise na venezuela, novas eleições, assassinato, golpe, Grupo de Contato Internacional (GCI), Juan Manuel Santos, Oswaldo Garcia Palomo, Jorge Rodriguez, Augusto Santos Silva, José Mujica, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Portugal, Uruguai, Caracas, Venezuela
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar