11:07 21 Abril 2019
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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma manifestação em Caracas

    Chanceler português pede fim do impasse do 'duplo governo' da Venezuela

    © Sputnik / Carlos Herrera
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    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse à Sputnik nesta quinta-feira (7) que as sanções impostas à Venezuela pela União Europeia diferem das norte-americanas, pois têm como alvo funcionários e não a economia.

    "As sanções que nós [a União Europeia] impusemos são sanções aprovadas para causar danos a indivíduos, mas não à economia venezuelana", destacou o ministro.

    A União Europeia impôs um embargo à venda de armas, proibiu viagens e congelou bens de 18 funcionários venezuelanos desde 2017. Mais recentemente, os Estados Unidos impuseram sanções à indústria petrolífera da Venezuela, em um esforço para privar o governo de sua principal fonte de receita.

    "Há uma diferença entre as sanções aprovadas pela União Europeia e, por exemplo, as recentes sanções aprovadas pelo governo americano. Para nós, o que faz sentido é impor sanções a indivíduos e não à população", acrescentou o ministro português.

    Augusto Santos Silva também afirmou que o impasse do "duplo governo" na Venezuela precisa terminar o quanto antes.

    "Achamos que temos que resolver esse impasse assim que pudermos. Um grupo de contato internacional se baseia nesse objetivo, para criar condições para que um processo eleitoral possa começar… no qual qualquer um que deseje concorrer pode fazê-lo", disse ele. 

    A Venezuela vem sofrendo anos de crise econômica e política depois que o mercado global de petróleo caiu em 2014, levando milhões a fugir de suas casas para países vizinhos.

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    Tags:
    crise, governo, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Portugal, Venezuela
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