00:12 14 Novembro 2019
Ouvir Rádio
    Nicolás Maduro, presidente de Venezuela

    Maduro rejeita ultimato europeu sobre novas eleições na Venezuela

    © REUTERS / Adriana Loureiro
    Américas
    URL curta
    18234
    Nos siga no

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou neste domingo (3) um ultimato de países europeus para que se organizassem novas eleições presidenciais no país sul-americano, segundo informa a AFP. A exigência europeia sustenta a ameaça de reconhecimento do líder oposicionista, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

    A rejeição da proposta pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, teria sido confirmada durante entrevista com a emissora espanhola Sexta.

    No dia 26 de janeiro, países europeus, entre eles, Alemanha, Espanha, França e Reino Unido, divulgaram um ultimato ao governo da Venezuela exigindo que fossem convocadas novas eleições no país. Caso contrário, os países seguiriam os passos dos Estados Unidos e reconheceriam a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

    O Estados Unidos têm mantido uma postura ofensiva em relação a Nicolás Maduro e avançam com declarações mantendo a possibilidade de incursões militares como uma "opção sobre a mesa".

    Já Nicolás Maduro, reeleito presidente venezuelano em 2018, denuncia Washington por tentar orquestrar um golpe na Venezuela, ao que chamou Guaidó de "marionete dos EUA".

    Apesar de não apoiar a ideia de novas eleições presidenciais, Maduro disse à Sputnik International que é bem vinda a ideia de antecipação das eleições parlamentares, o que acredita ser "uma boa forma de discussão política".

    Atualmente, o parlamento venezuelano, a Assembleia Nacional, é controlada pela oposição e liderada pelo antagonista de Maduro, Juan Guaidó. A Assembleia Nacional venezuelana declarou que Maduro é um "usurpador" e segue apoiando Guaidó.

    Na segunda-feira (28) os EUA bloquearam todos os ativos da estatal petrolífera venezuelana PDVSA que estão sob jurisdição norte-americana. O EUA também impuseram um banimento sobre acordos com a empresa, dizendo agir em prol dos interesses do povo venezuelano. O presidente Maduro criticou as medidas e afirmou que elas se tratavam de tentativas de "roubar" patrimônio venezuelano.

    Mais:

    Maduro propõe eleições antecipadas para o Parlamento venezuelano
    Irã reafirma apoio a Nicolás Maduro e critica intervencionismo dos EUA na Venezuela
    Venezuela deveria ter novas eleições sem Maduro ou Guaidó, afirma Mujica
    'Aliança' desde jovens: Putin e Maduro tocaram em banda de rock soviética? (VÍDEO)
    Chanceler brasileiro critica países que buscam diálogo com Maduro
    Maduro garante que Trump sofrerá derrota maior do que a sofrida no Vietnã
    Tags:
    crise na venezuela, Assembleia Nacional da Venezuela, PDVSA, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Estados Unidos, EUA, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Venezuela
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar