06:09 23 Setembro 2019
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    Soldados venezuelanos participam de exercício militar em Puerto Cabello, Venezuela, 27 de janeiro de 2019

    Força especial da Venezuela é acusada de execuções extrajudiciais

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    A violência perpetrada pelas forças de segurança do Estado da Venezuela vem contribuindo cada vez mais para a taxa de homicídios do país, uma das mais altas do mundo.

    De 2010 a 2017, a proporção de homicídios cometidos pela polícia e pelos militares saltou de 4% para 27%, segundo Keymer Avila, professor de criminologia da Universidade Central da Venezuela. Ele estimou que este número subiu ainda mais no ano passado.

    O governo do presidente Nicolás Maduro enviou tropas para os bairros pobres antes, dizendo que as chamadas Operações de Libertação do Povo visam eliminar criminosos. Grupos de direitos humanos e moradores disseram que as operações levaram a um aumento nas execuções extrajudiciais.

    Grupos de direitos humanos dizem que a Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana (FAES) tem sido uma preocupação especial desde que Maduro criou a unidade em 2017.

    Contando cerca de 1.300 oficiais, a força matou mais de 100 pessoas em bairros de baixa renda nos últimos seis meses, e nenhuma investigação foi aberta, disse o grupo de direitos locais Provea em um relatório de 26 de janeiro.

    Enquanto Maduro luta para manter o poder em face do endurecimento das sanções dos EUA e do apoio das potências ocidentais ao líder da oposição, Juan Guaidó, a FAES proclamou sua lealdade ao seu governo.

    "Esses são momentos extremamente difíceis, momentos em que temos que mostrar quais de nós são leais e quais de nós são desleais", disse o comandante da FAES, Rafael Bastardo, em discurso divulgado na conta do Instagram da unidade.

    O Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, prometeu na sexta-feira que o governo investigaria quaisquer funcionários que praticam execuções extrajudiciais e detenções arbitrárias. Ele disse que as autoridades prenderam vários policiais nos estados de Bolívar e Yaracuy por matarem manifestantes.

    Nenhum oficial do FAES foi preso, ele disse.

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    Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Venezuela
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