19:04 23 Agosto 2019
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    Juan Guaidó durante manifestação contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas

    Guaidó diz ter realizado 'reuniões clandestinas' com o Exército em busca de apoio

    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
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    O líder da oposição Juan Guaidó afirmou em artigo publicado no jornal The New York Times que realizou "reuniões clandestinas" com o Exército da Venezuela em busca de apoio.

    "Tivemos reuniões clandestinas com membros das forças armadas e das forças de segurança. Nós oferecemos anistia a todos aqueles que não são considerados culpados de crimes contra a humanidade. A retirada do apoio militar a Maduro é crucial para permitir uma mudança no governo, e a maioria dos que estão no serviço concordam que as recentes dificuldades do país são insustentáveis", escreveu Guaidó.

    O líder oposicionista também afirma que "50 países me reconheceram como presidente interino ou a Assembleia Nacional como a autoridade legítima da Venezuela".

    "O tempo de Maduro está se esgotando, mas para administrar sua saída com o mínimo de derramamento de sangue, toda a Venezuela deve se unir para pressionar por um fim definitivo ao seu regime. Para isso, precisamos do apoio de governos, instituições e indivíduos pró-democratas em todo o mundo", disse Guaidó no texto.

    Na semana passada, Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela ao afirmar não reconhecer a legitimidade do mandato de Nicolás Maduro. 

    Ele foi imediatamente reconhecido por Washington e vários aliados dos EUA. Rússia, China, entre outros países, continuam a reconhecer Maduro como o presidente eleito legítimo do país.

    Maduro acusa Washington de orquestrar um golpe.

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    Tags:
    Nicolás Maduro, Juan Guaidó, Estados Unidos, Venezuela
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