20:05 19 Julho 2019
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    Presidente dos EUA, Donald Trump, discursando em uma conferência Conservative Political Action Conference (foto de arquivo)

    Trump garante destruição do Daesh 'em breve' e vê 'chance' de desnuclearização da Coreia

    © AP Photo / Alex Brandon
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira as avaliações de ameaças oferecidas ao Congresso pelas principais autoridades de inteligência do país, um dia antes, e defendeu suas afirmações sobre a Coreia do Norte e o Daesh.

    Em uma série de posts no início da manhã no Twitter, Trump disse que o Daesh "em breve será destruído" e que há "uma chance decente de desnuclearização" com Pyongyang.

    "Quando me tornei presidente, o [Daesh] estava fora de controle na Síria e correndo solto. Desde então, houve um tremendo progresso, especialmente nas últimas cinco semanas. O califado será destruído em breve, algo impensável dois anos atrás", escreveu Trump.

    Sobre a Coreia do Norte, o presidente dos EUA destacou estar ansioso por um novo encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, com quem ele esteve reunido no ano passado em Singapura, em uma cúpula histórica entre os dois países.

    "O relacionamento da Coreia do Norte é melhor do que nunca com os EUA. Nenhum teste, recebendo restos, reféns retornados. Possibilidade decente de desnuclearização [...]. O tempo dirá o que acontecerá com a Coreia do Norte, mas no final da administração anterior [de Barack Obama], o relacionamento era horrível e coisas muito ruins estavam prestes a acontecer. Agora uma história totalmente diferente. Estou ansioso para ver Kim Jong Un em breve. Progresso sendo feito - grande diferença!", pontuou.

    Em 18 de janeiro, a Casa Branca anunciou que Trump planejava se encontrar com Kim no final de fevereiro. A primeira reunião dos dois líderes foi realizada em junho de 2018, as partes reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.

    Na terça-feira, funcionários da inteligência dos EUA, em uma audiência no Senado, romperam com Trump em suas avaliações das ameaças representadas pela Coreia do Norte e outras nações.

    Venezuela e muro

    O presidente estadunidense ainda falou sobre a situação no Afeganistão, destacando que as negociações seguem em andamento. "A luta continua, mas o povo do Afeganistão quer a paz nesta guerra sem fim. Em breve veremos se as conversas serão bem sucedidas? [...]Negociação está prosseguindo bem no Afeganistão depois de 18 anos de luta", redigiu.

    Em outro tweet da série desta manhã, Trump pediu que cidadãos dos EUA não viagem para a Venezuela.

    "Maduro disposto a negociar com a oposição na Venezuela após as sanções dos EUA e o corte das receitas do petróleo. Guaido está sendo alvo da Suprema Corte venezuelana. Protesto maciço esperado hoje. Os americanos não devem viajar para a Venezuela até novo aviso", advertiu.

    Sobrou tempo para o líder norte-americano reforçar o seu pedido pelo polêmico muro na fronteira com o México.

    "Se o comitê de republicanos e democratas agora se reunindo em segurança de fronteira não está discutindo ou contemplando um muro ou barreira física, eles estão perdendo seu tempo!", concluiu.

    A insistência no muro levou a um confronto com os democratas que causou a paralisação parcial do governo por 35 dias. Na sexta-feira, Trump aceitou um acordo para reabrir temporariamente o governo enquanto os negociadores elaboram um projeto de segurança na fronteira.

    Os democratas são veementemente contra o muro, um termo que Trump aparentemente parou de usar. Na terça-feira, o líder da minoria republicana na Câmara, Kevin McCarthy, insinuou que "barreira" é "o mesmo" que uma parede. Os negociadores têm até 15 de fevereiro para chegar a um acordo.

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    Tags:
    diplomacia, violência, guerra, crise na venezuela, muro, terrorismo, Talibã, Daesh, Nicolás Maduro, Kim Jong-un, Donald Trump, Coreia do Norte, México, Venezuela, Síria, Afeganistão, Estados Unidos
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