13:53 19 Maio 2019
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    Bandeira norte-americana sobre a Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, Venezuela

    Diplomatas norte-americanos começam a deixar Venezuela

    © REUTERS / Marco Bello
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    Crise política na Venezuela se agrava (163)
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    Os funcionários da embaixada norte-americana começaram a deixar Venezuela depois do presidente Nicolás Maduro ter decidido romper relações com Washington, informou o ministro do Turismo, Ernesto Villegas.

    "Saída dos carros diplomáticas da embaixada dos EUA em Caracas para o Aeroporto de Maiquetia Internacional depois da quebra de relações anunciada pelo Presidente Nicolás Maduro", escreveu Villegas em seu Twitter, que acompanhou de um vídeo de veículos oficiais norte-americanos.

    Sputnik foi informada que pelo menos 70 membros da equipe administrativa com familiares deixaram a embaixada em direção ao aeroporto internacional na manhã desta sexta-feira. Os veículos foram escoltados por policiais e militares.

    ​Em 23 de janeiro, Maduro deu 72 horas para os diplomatas dos EUA deixarem o território venezuelano.

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse em 24 de janeiro que seu país não reconhece o Governo de Maduro como legítimo, portanto ele não teria autoridade legal para romper relações com os Estados Unidos.

    Maduro repudiou essas declarações em 25 de janeiro e argumentou que a Venezuela não é um enclave colonial dos Estados Unidos.

    O chefe de Estado da Venezuela também ordenou o fechamento da embaixada e dos consulados venezuelanos nos Estados Unidos.

    O presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, alertou que, se os diplomatas dos EUA se recusassem a deixar a Venezuela, a área da sede diplomática poderia ficar sem serviços básicos, como eletricidade e gás.

    No dia 23 de janeiro, o chefe da Assembléia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou "presidente encarregado".

    O chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro, descreveu a declaração de Guaidó como uma tentativa de golpe e culpou os EUA por organizar as desordens.

    Nas Américas, até agora os EUA, o Equador e 11 países do Grupo de Lima — Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru — reconheceram Guaidó como presidente interino.

    Três nações do Grupo de Lima — México, Guiana e Santa Lúcia — não aderiram a essa decisão.

    México e Uruguai declararam que o governo ainda está nas mãos de Maduro, mas cobraram uma solução pacífica para a crise, enquanto Cuba e Bolívia expressaram seu apoio ao presidente bolivariano.

    Rússia, China, Irã e Turquia, entre outros, também expressaram seu apoio ao governo venezuelano.

    A União Europeia pediu para iniciar um processo político com eleições livres.

    De 21 a 23 de janeiro, protestos a favor e contra o atual governo resultaram em 26 mortes e 364 detentos, segundo várias ONGs venezuelanas.

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