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    Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, em 12 de agosto de 2017

    Chanceler da Venezuela descarta guerra na América Latina (EXCLUSIVO)

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    O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse à Sputnik em uma entrevista exclusiva que, do seu ponto de vista, o início da guerra entre as nações latino-americanas era impossível.

    O chanceler venezuelano apelou para o espírito de paz na região, apesar do desejo de alguns pelo conflito.

    "Apesar do desejo de alguns governos de nos envolver em um conflito, uma guerra, isso não acontecerá. Há um grande espírito de paz entre as nações da América Latina", disse Arreaza nesta quinta-feira à Sputnik Mundo.

    Ao mesmo tempo, ele não está descartando as tentativas estrangeiras de usar mercenários e unidades armadas para escalar a situação.

    O ministro venezuelano das Relações Exteriores também acrescentou que os países estrangeiros que reconheceram o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, na qualidade de presidente interino da Venezuela estavam seguindo as instruções dos EUA.

    "Como diz o ditado, você precisa saber quem é o mestre do circo. Presidente [Nicolás] Maduro ontem rompeu as relações com o dono do circo, com os Estados Unidos. Governos satélite, governos submissos, estão seguindo as instruções do mestre", disse Arreaza.

    O ministro das Relações Exteriores expressou a esperança de que a liderança desses países comece a respeitar seu povo e o povo da América Latina.

    "Mas se isso não acontecer, então seria óbvio para nós quem é o principal interlocutor falando por todos, que é o governo em Washington", observou Arreaza.

    A oposição venezuelana realizou grandes protestos contra o governo nos últimos dias. Na quarta-feira, o presidente do parlamento e líder da oposição, Juan Guaido, se autoproclamou presidente interino do país.

    Os Estados Unidos, Argentina, Brasil, Canadá, Chile e Colômbia, entre outros, reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela, enquanto outros países, incluindo Rússia e México, expressaram apoio ao atual presidente Nicolás Maduro.

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