13:09 20 Outubro 2019
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    Opositores de Maduro se reúnem em Brasília com autoridades do Brasil e dos EUA

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    Crise política na Venezuela se agrava (163)
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    Autoridades brasileiras e norte-americanas se reuniram nesta quinta-feira com líderes da oposição venezuelana para discutir a crise política no país rico em petróleo, governada pelo presidente Nicolás Maduro, informou uma fonte da oposição.

    O encontro foi presidido pelo ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araujo, e ocorreu sem que houvesse agendas oficiais e sem acesso para os jornalistas.

    A agência de notícias do governo brasileiro, a Agência Brasil, destacou que os participantes discutiram "alternativas para a crise política e econômica na Venezuela, que causou escassez, a fuga de migrantes e queixas de violações de direitos humanos".

    A agência não detalhou quem participou da reunião, ocorrida no Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília.

    O ativista da oposição venezuelana David Smolansky, um ex-prefeito que lidera um grupo técnico da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise venezuelana, disse à Agência AFP que sua facção "se reuniu com muitos países para aumentar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro".

    Ele chamou o Brasil de "um país com grande influência na região".

    Os líderes venezuelanos que participaram foram Julio Borges, ex-chefe do Parlamento que vive exilado na Colômbia, Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas atualmente radicado na Espanha, e Carlos Vecchio, coordenador político do partido de oposição Vontade Popular.

    Funcionários da embaixada dos EUA estiveram presentes, embora a missão não tenha conseguido confirmar o motivo, devido a uma paralisação do governo dos EUA que afetou alguns serviços, incluindo relações com a mídia.

    A Agência Brasil e outros meios de comunicação brasileiros disseram que outros representantes do "Grupo de Lima", um grupo de 14 países nas Américas que vê o governo de Maduro como antidemocrático, também estavam lá.

    Isolando a Venezuela

    Maduro e membros de seu governo já estão sob sanções dos EUA e da União Europeia (UE). Já o novo governo do Brasil, sob o presidente Jair Bolsonaro, declarou que desafiará vigorosamente o regime da Venezuela.

    Bolsonaro também disse que quer muito mais laços com os Estados Unidos, que vem pressionando por uma campanha regional mais forte contra Maduro.

    A reunião de quinta-feira aconteceu um dia depois que Bolsonaro recebeu o presidente argentino, Mauricio Macri, e ambos os líderes condenaram a "ditadura" de Maduro.

    O Grupo de Lima, a UE e os EUA veem a presidência de Maduro como ilegítima depois que ele assumiu um novo mandato na semana passada, após as eleições de maio de 2018 marcadas como fraudulentas pela oposição.

    Maduro e seu governo frequentemente acusam os Estados Unidos de quererem fomentar uma insurreição.

    "A Venezuela exige respeito por sua democracia", tuitou o ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, na quarta-feira, denunciando o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e "outras vozes extremistas buscando desestabilizar o país e incitar a violência".

    Maduro é amplamente responsabilizado pelo colapso econômico da Venezuela, que vê o país, dependente do petróleo, se afundar no quarto ano de recessão, com a produção de petróleo há 30 anos em baixa, enquanto a pobreza é generalizada e milhões de pessoas fugiram do país.

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    Tags:
    crise na venezuela, democracia, oposição, diplomacia, Organização dos Estados Americanos (OEA), Carlos Vecchio, David Smolansky, Ernesto Araújo, Jorge Arreaza, Julio Borges, Jair Bolsonaro, Mauricio Macri, Antonio Ledezma, Nicolás Maduro, Estados Unidos, Brasília, Venezuela, Brasil
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