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    Maconha legalizada deu prejuízos de US$ 22 milhões ao narcotráfico, diz governo uruguaio

    © AP Photo/ Jeff Chiu
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    O governo do Uruguai causou prejuízos de US$ 22 milhões ao tráfico de drogas com a implementação da lei de regulação da maconha de 2013, informou nesta quarta-feira o Instituto Estadual de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA).

    "Estima-se que o volume de dinheiro que já não é canalizada através do mercado ilegal desde a implementação da política pública superior a US$ 22.000.000", disse o IRCCA no quinto relatório sobre o mercado regulamentado de maconha até 30 de novembro de 2018.

    A lei que regulamenta a planta cannabis sativa, adotada em 2013 sob o governo de José Mujica (2010-2015), estabeleceu três vias legais para os indivíduos a obter maconha recreativa para fins não médicos: o cultivo em casa, adesão ao clube ou associação, e através de farmácias registradas.

    Após a aprovação, Mujica declarou que era a "regulação" de algo que já existia na frente dos narizes dos cidadãos "em um canto, às portas das escolas de ensino médio."

    Os regulamentos, acrescentou, foram criados com a intenção de "roubar o mercado de esconder e colocar tal mercado à luz do dia".

    O cultivo em casa e os clubes de adesão começaram a operar a partir de 2014 e a terceira opção, a de venda em farmácias, a partir de 19 de julho de 2017.

    O IRCCA reconheceu que mesmo a distribuição por venda nas farmácias não consegue cobrir a demanda existente. Por esse motivo, o instituto informou que está trabalhando em uma nova chamada para produtoras para o próximo dia 11 de fevereiro, enquanto estuda novos pedidos de farmácias para se tornarem pontos de venda autorizados.

    Em novembro de 2018, o número de pessoas autorizadas a acessar a maconha de maneira regulada pelas três rotas aumentou quase 10%, em comparação com a cifra do relatório anterior em setembro, acrescenta o relatório.

    Em 30 de novembro, e após 17 meses de operação conjunta das três vias de acesso, havia 41.376 pessoas autorizadas a acessar a maconha de maneira regulamentada.

    Desse número, 31.565 são liberados que fazem o registro de compradores em farmácias, 6.980 estão listados na IRCCA como produtores nacionais e 2.831 listados como membros de um dos membros 110 clubes existentes.

    Entre 19 de julho de 2017 e 30 de novembro do ano passado, houve 383.280 transações em farmácias, que totalizaram 1.916 quilos vendidos.

    Desse total, 61,5% foram vendidos nas farmácias autorizadas em Montevidéu e os 38,5% restantes nas distribuídas nos 18 departamentos restantes do país, com vendas médias diárias de 5,961 gramas (5,96 quilos).

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    Tags:
    tráfico de drogas, narcotráfico, cannabis, legalização da maconha, maconha, Instituto Estadual de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA), José Mujica, Uruguai
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