06:17 22 Agosto 2019
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    As crianças são as principais vítimas do aumento da pobreza no Brasil

    Puxada pelo Brasil, extrema pobreza na América Latina atinge maior índice desde 2008

    © AP Photo / Leo Correa
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    O número de pessoas vivendo em extrema pobreza na América Latina aumentou em 2017 para o nível mais alto em quase uma década, apesar de uma melhoria nas políticas de gastos sociais do governo, informou uma agência da ONU nesta terça-feira.

    A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) disse que a proporção de pessoas em extrema pobreza, caracterizada pela falta de acesso a necessidades humanas básicas, como alimentos e abrigo, aumentou para 10,2% da população em 2017, ou 62 milhões de pessoas, ante 9,9% em 2016.

    A cifra é a mais alta desde 2008 e se deve em grande parte a uma deterioração econômica no Brasil, que só começou a se recuperar no último ano de sua pior recessão em décadas. O Brasil tem cerca de 200 milhões de pessoas, tornando-se o país mais populoso da América Latina.

    "Tivemos anos de crescimento econômico muito baixo e o impacto foi principalmente no desemprego", declarou Alicia Bárcena, secretária executiva da CEPAL, à Agência Reuters em Santiago, no Chile.

    A pobreza em uma base mais generalizada diminuiu no Chile, El Salvador e República Dominicana de 2012 a 2017, em grande parte devido a um aumento na renda do trabalho.

    Mas as condições pioraram no Brasil, com a pobreza extrema subindo para 5,5% da população em 2017, de 5,1% no ano anterior, segundo dados divulgados pela CEPAL.

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    Tags:
    crise, fome, extrema pobreza, pobreza, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), ONU, Alicia Bárcena, Brasil, América Latina
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