09:57 18 Abril 2019
Ouvir Rádio
    Território de Essequibo - área sob disputa entre Guiana e Venezuela

    Venezuela propõe à Guiana retomar o diálogo sobre disputas territoriais

    Telesur
    Américas
    URL curta
    10102

    O Governo da Venezuela propôs a retomada das negociações diretas com a Guiana no próximo ano sobre uma disputa territorial após o recente incidente envolvendo a interceptação de dois navios da ExxonMobil pelas autoridades venezuelanas.

    "A Venezuela propõe ao governo da Guiana a retomada de negociações diretas, de mútuo acordo, para o próximo ano, e com a assistência do secretário das Nações Unidas (António Guterres)", disse o governo na terceira nota de protesto entregue por Caracas a Georgetown, publicada nesta sexta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores, rechaçando mais uma vez as atividades de exploração nos espaços marítimos da Venezuela.

    Na noite do último sábado, o Ministério das Relações Exteriores da Guiana disse que a Marinha Bolivariana da Venezuela havia interceptado um navio de exploração de petróleo que operava dentro das águas territoriais do país sob a bandeira das Bahamas e em nome da corporação de petróleo e gás americana ExxonMobil. Caracas, por sua vez, insistiu que não havia um, mas dois navios de exploração de petróleo, e eles haviam cruzado ilegalmente a fronteira venezuelana. 

    O incidente em questão ocorreu em uma área disputada pelos dois países sul-americanos, o Território Essequibo, desde o final do século XIX. A região tem uma extensão de 159.500 quilômetros quadrados e abriga ouro, bauxita, diamantes, madeira e petróleo.

    Mais:

    Presidente da Colômbia discutirá situação da Venezuela com secretário de Estado dos EUA
    Terremoto na Venezuela: situação é de tranquilidade, diz governador
    Embaixador: Moscou não descarta novos voos de aviões russos à Venezuela
    Tags:
    disputa territorial, navios, ExxonMobil, Georgetown, Essequibo, Guiana, Caracas, Venezuela, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar