01:09 22 Setembro 2019
Ouvir Rádio
    Alunos do Instituto Naval do Báltico Almirante Ushakov” e do Instituto Politécnico Naval passam pela Praça Vermelha durante a 73ª Parada da Vitória, na Praça Vermelha, em 9 de maio de 2018

    EUA pretendem privar Rússia de um exército forte, afirma ex-embaixador americano

    © Sputnik / Ekaterina Nenakhova
    Américas
    URL curta
    21242
    Nos siga no

    O objetivo da imposição de sanções econômicas contra Moscou é privar a Rússia de um exército e Marinha fortes, o que corresponde aos interesses de Washington.

    Tal declaração foi feita pelo ex-embaixador dos EUA na Ucrânia, diretor do Centro Eurasiano do Conselho Atlântico, John Herbst, ao canal de TV ucraniano Pryamoi.

    "Queremos que a economia deles (russa) seja mais fraca porque uma economia forte suporta um forte poder militar. E não queremos que um Estado agressivo e poderoso tenha um exército forte ou uma Marinha forte. Portanto, as sanções definitivamente servem os nossos interesses", afirmou Herbst.

    Ao mesmo tempo, ele acrescentou, referindo-se aos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), que, devido às sanções, o PIB da Rússia "perde mais de 1% por ano".

    Recentemente, o representante especial dos EUA para as negociações ucranianas, Kurt Volker, afirmou que a administração de Washington aplicará sanções extra "todos os meses ou a cada dois meses" contra a Rússia devido à situação na Ucrânia.

    Após o golpe ocorrido na Ucrânia e a reunificação da Crimeia à Rússia (através de referendo e de forma democrática), as relações entre a Rússia e o Ocidente pioraram.

    Os EUA, junto com outros países, acusaram Moscou de intervenção nos assuntos internos ucranianos, o que foi repetidamente negado pela Rússia.

    Ademais, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana atravessaram a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. As embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa.

    A Guarda Costeira russa se viu obrigado a usar armas, tendo os três navios ucranianos sido apreendidos e as tripulações detidas. O lado russo abriu um processo criminal por conta da violação da fronteira.

    O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou as ações da Marinha ucraniana como uma provocação organizada por Pyotr Poroshenko.

    Mais:

    Departamento de Estado: Empresas envolvidas no Nord Stream 2 podem sofrer sanções dos EUA
    França e Alemanha rejeitam sanções contra Rússia por incidente em Kerch, diz jornal
    EUA adotam sanções contra empresas russas e iranianas por vender petróleo para Síria
    Tags:
    economia, sanções, força militar, poder, Marinha, exército, Ucrânia, EUA, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar