11:09 18 Setembro 2019
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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante desfile militar em homenagem ao 16º aniversário da volta do ex-presidente Hugo Chávez ao poder

    Venezuela tem direito de se defender, diz analista cubano

    © AP Photo / Ariana Cubillos
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    Para o professor cubano, Roberto Henandez, em entrevista à Sputnik Mundo, a Venezuela tem direito de se defender e é irônico que seja a Colômbia a expressar preocupação acerca das manobras conjuntas entre Venezuela e Rússia.

    A análise de Hernandez vem em resposta às acusações feitas pela Colômbia na quarta-feira (12) através do presidente colombiano, Iván Duque.

    "[…] É irônico que seja a Colômbia que se preocupe com manobras conjuntas russo-venezuelanas e a presença de aviões russos no país vizinho, quando na Colômbia são mantidas sete bases militares dos Estados Unidos que são uma verdadeira ameaça para toda a região", opinou o professor aposentado da Universidade de Havana à Sputnik Mundo.

    O presidente colombiano fez declarações à emissora de rádio RCN, criticando os exercícios aéreos conjuntos entre Venezuela e Rússia ocorridos nesta semana em espaço aéreo venezuelano, o que Duque descreveu como uma "provocação".

    O professor cubano, Roberto Hernandez, criticou o presidente colombiano pelas declarações e denunciou que o país tem feito investimentos altos no setor militar além de buscar aproximação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tornando-se o principal aliado militar da aliança na América do Sul.

    Hernandez também afirmou que é absurda a declaração emitida pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acusou o governo de Venezuela de "violar" a constituição por não ter a aprovação da Assembleia Nacional venezuelana.

    "Parece que [o secretário-geral da OEA, Luis] Almagro insiste em ignorar a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, que tem plenos poderes e assumiu as tarefas da Assembleia Nacional declarada em desacato, mas o secretário-geral da OEA apenas enxerga as instruções recebidas de seus chefes em Washington", disse Hernandez.

    Ele acrescentou que é absurdo e perigoso que o secretário-geral da OEA fale em "violação das normas fundamentais do direito internacional", insinuando sem provas, segundo o professor, que a Venezuela armazena ou possui armas nucleares suas ou de terceiros em seu território.

    "É realmente um absurdo ridículo, a menos que a OEA esteja assumindo o papel de ponte para justificar uma intervenção militar dos EUA de grande escala na Venezuela, porque Almagro já assumiu há algum tempo o papel de carrasco dos venezuelanos", disse Hernandez.

    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro denunciou na quarta-feira (12) que no município colombiano de Tona, no Departamento de Santander, está em treinamento o grupo paramilitar G8, com mais de 734 mercenários colombianos e venezuelanos para simular ataques das forças venezuelanas e iniciar uma escalada violenta contra a Venezuela.

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    Tags:
    crise na venezuela, OTAN, Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, Nicolás Maduro, Ivan Duque, Roberto Hernandez, EUA, Colômbia, Venezuela
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