09:47 16 Novembro 2018
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    Um dos maiores submarinos nucleares russos construídos ainda na época da União Soviética é o Typhoon (Akula), que continua a ser o maior do mundo com cerca de 25.000 toneladas métricas (27.500 toneladas). Visto de frente no Mar de Barents, Ártico russo, nesta fotografia de setembro de 2001

    Canadá prepara resposta à 'ameaça russa' no Ártico, diz mídia

    © AP Photo / Dmitry Lovetsky
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    A Marinha do Canadá pretende comprar fragatas britânicas “Tipo 26”, projetadas para combater submarinos, informa o jornal.

    De acordo com o jornal Defense News, a construção desses navios no Reino Unido começou apenas no último verão, o que pode provocar um atraso nas entregas e um aumento do custo dos navios. Os autores do artigo acreditam que tais riscos se devem ao desejo de encontrar uma resposta à "ameaça russa" no Ártico o mais rápido possível.

    "Para os canadenses, os armamentos antissubmarino são uma questão muito importante. Se você está preocupado com os submarinos russos e a ameaça aérea, então os navios Tipo 26 são a solução correta", afirma Bryan Clark, analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária e comandante aposentado da Marinha dos Estados Unidos, citado pela edição.

    De acordo com presidente da empresa Lockheed Martin Canadá, que irá fornecer os navios britânicos à Marinha canadense, nos últimos 15 anos as potências ocidentais investiram principalmente no desenvolvimento da defesa antiaérea, mas agora ficou claro que a ameaça provém principalmente dos submarinos.

    No total, o Canadá pretende comprar 15 fragatas, que custarão ao governo $60 bilhões de dólares (cerca de 222 bilhões de reais).

    Recentemente, a mídia informou que os países-membros da OTAN pretendem iniciar o desenvolvimento de sistemas marítimos não tripulados, projetados para combater a ameaça dos submarinos russos.

    Nova base russa Trifólio Ártico
    © Foto : Ministério da Defesa da Rússia
    Em outubro, o comandante do departamento de operações dos fuzileiros navais da Marinha holandesa, Jeff Mac Mootry, disse que os navios de guerra e aviões russos estavam tentando provocar os militares britânicos e holandeses em manobras no Ártico. De acordo com ele, os navios russos se tornaram muito mais modernos do que nas décadas passadas e os aviões voam muito próximo dos navios adversários. O general acredita que tais ações podem ser chamadas de "provocação".

    Por seu lado, o vice-presidente do Comitê de Segurança e Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Yuri Shvytkin, em resposta a estas acusações, disse que Moscou atua no Ártico de acordo como todas as regras e que não permite ações provocativas contra navios de outros Estados.

    "Esta é mais uma tentativa dos países da OTAN de dominarem no Ártico a fim de alcançarem seus objetivos", disse o deputado.

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    Tags:
    fragatas, provocação, navios, ameaça russa, OTAN, Lockheed Martin, Yuri Shvitkin, Bryan Clark, Rússia, Canadá, Ártico
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