14:28 15 Outubro 2018
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    Sede do Google em Mountain View, Califórnia, EUA (arquivo)

    Senador dos EUA acusa o Google de enganar o Congresso sobre violação de dados

    © AP Photo / Marcio Jose Sanchez
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    O Google está escondendo uma grande violação de dados do Congresso ao recusar-se a comparecer em uma audiência sobre privacidade de dados um mês depois de descobrir uma falha que expôs informações pessoais de 500.000 usuários a um terceiro, disse o senador Chuck Grassley em uma carta ao CEO da Google divulgada nesta sexta.

    "Apesar de sua alegação de que o Google não apresentava as mesmas falhas de proteção de dados do Facebook, parece que o Google+ tinha um recurso quase idêntico ao Facebook, o que permitia que terceiros acessassem informações de usuários e também informações particulares das conexões desses usuários".

    A carta acrescentou que o Google aparentemente estava ciente de sua vulnerabilidade "na época em que convidei vocês a participarem" em uma audiência em 10 de abril sobre privacidade de dados de consumidores em plataformas de mídia social. O texto também cita notícias de que o Google havia exposto os dados privados de cerca de 500 mil usuários do Google Plus de 2015 a março de 2018 e não divulgou a falha.

    A audiência de abril apresentou depoimentos do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, sobre roubo de dados pela consultoria política Cambridge Analytica durante a eleição presidencial de 2016.

    Ao recusar-se a comparecer perante o Comitê Judiciário do Senado dos EUA, que Grassley preside, o Google alegou que não tinha os mesmos problemas de privacidade de dados que o Facebook, observou a carta.

    Grassley exigiu uma resposta sobre por que o Google demorou três anos para descobrir a vulnerabilidade e por que a empresa não divulgou a falha quando a questão foi descoberta.

    Tags:
    Google, Comitê Judiciário do Senado dos EUA, Cambridge Analytica, Chuck Grassley, Mark Zuckerberg, Estados Unidos
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