17:40 20 Agosto 2018
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    Caça F-35 sendo reabastecido na Base Aérea de Eglin, na Flórida

    Programa caro, avião barato: F-35 dos EUA se tornaria o caça ocidental mais competitivo?

    Samuel King Jr./ for U.S. Air Force
    Américas
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    O F-35 se tornará o programa de armamento mais caro da história – mais de 1,6 trilhão de dólares (cerca de 6 trilhões de reais), diz o portal Military Watch. No entanto, enquanto o custo do programa do caça continua subindo, o preço de cada avião será reduzido à medida que a produção ganha força, prevê o portal.

    Segundo o artigo, os aviões produzidos em 2015 custaram mais de 150 milhões de dólares por unidade (aproximadamente R$ 568 milhões), mas em janeiro de 2017 o preço caiu para 95 milhões de dólares (equivalente a R$ 360 milhões). Na verdade, é provável que caia para 80 milhões de dólares (R$ 303 milhões), desde que a produção mantenha o ritmo, dizem os autores.

    Enquanto os custos do desenvolvimento do caça estão nas alturas, está previsto lançar quase 3 mil aviões que dividirão o custo por unidade entre eles. Mais de dois terços dos caças F-35 são destinados ao Exército dos EUA e os pedidos americanos são vitais para reduzir os custos unitários do caça, explica o portal.

    "Desta maneira, o programa de combate mais caro da história, produzido em quantidades suficientemente grandes, pode trazer à luz do dia uma plataforma competitiva em preço e, pelo menos, um pouco lucrativa."

    Para comparar, o desenvolvimento do F-22 Raptor custou muito menos do que o do F-35, mas uma pequena produção de apenas 187 Raptors fez com que esse avião custasse aproximadamente o dobro de um F-35.

    A economia de escala tem sido uma das principais vantagens dos aviões de caça ligeiros dos EUA sobre plataformas rivais produzidas por fabricantes concorrentes. A chave para o sucesso do F-16 foi seu baixo custo unitário e competitividade de preços, devido à alta demanda do próprio Exército dos EUA.

    "O F-35 se tornará o caça moderno mais barato e, provavelmente, o mais rentável caça fabricado no Ocidente", diz o artigo.

    Os autores explicam que a China e a Rússia também podem se beneficiar da economia de escala para seus programas de combate devido à alta demanda doméstica, mas os fabricantes europeus não podem.

    De fato, as indústrias de defesa da Europa Ocidental tendem a ter uma lucratividade extraordinariamente baixa em comparação com os EUA, particularmente na aviação militar, como resultado de vários fatores: a força das moedas, os altos custos de mão de obra e uma relativa falta de experiência neste campo. Até mesmo o novo caça sueco Gripen E, comparável ao F-16 dos EUA, custará mais do que o F-35.

    Como resultado, o F-35 poderia "eliminar quase completamente as plataformas europeias dos mercados de exportação", conclui o artigo.    

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    Tags:
    F-35, custo, competitividade, fabricação, caças, aviões, Rússia, lucro, produção, China, exportação, economia, Ocidente, EUA
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