03:31 19 Dezembro 2018
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    Bonecas de madeira russos tradicionais chamadas Matryoshkas representando o presidente dos EUA, Donald Trump e o presidente russo Vladimir Putin à venda em uma loja de souvenirs em São Petersburgo, Rússia.

    Ex-diretor da CIA acusa Trump de 'traição' pela reunião com Putin

    © AP Photo / Dmitri Lovetsky
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se reuniram em Helsinque para discutir uma série de temas, incluindo as relações bilaterais entre os dois países, cooperação na Síria e a suposta intromissão russa nas eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos.

    O ex-diretor da CIA, John Brennan, criticou o "desempenho" do presidente norte-americano Trump durante a coletiva de imprensa após o encontro com Putin em Helsinque e chamou Trump de "traidor" em seu Twitter. Ele também afirmou que Trump está "no bolso" do presidente russo Vladimir Putin e afirmou que o líder americano ultrapassou o "limiar de altos crimes e delitos".

    "A performance de Donald Trump durante coletiva de imprensa em Helsinque excede o limiar de 'altos crimes e contravenções'. Não foi nada menos do que traição. Não apenas os comentários de Trump foram imbecis, ele está inteiramente no bolso de Putin. Patriotas republicanos: onde estão vocês?", escreveu Brennan

    Ele também expressou ceticismo quanto ao motivo pelo qual os dois presidentes discutiram assuntos em particular, afirmando que Trump carece de credibilidade e provavelmente está escondendo algo de seus conselheiros.

    "Por que Trump se encontrou em particular com Putin? O que ele poderia estar escondendo de Bolton, Pompeo, Kelly e o público americano? Como Putin usará qualquer coisa que Trump possa estar escondendo para tirar proveito para a Rússia e ferir a América? A total falta de credibilidade de Trump torna espúria qualquer explicação que ele possa dar", reclamou o ex-chefe da CIA.

    Brennan também pediu à equipe de Trump que renuncie em protesto ao seu "desempenho" em Helsinque, dizendo que nenhum "bom patriota americano" pode apoiar Trump depois disso.

    Várias outras autoridades dos EUA também criticaram a coletiva de imprensa de Trump em Helsinque. O ex-embaixador dos Estados Unidos na Rússia, Michael McFaul, ridicularizou as declarações de Trump, nas quais o presidente alegou que os EUA são os culpados pela deterioração das relações entre os Estados Unidos e a Rússia.

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