03:56 12 Julho 2020
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    Uma porta-voz da Associação Nacional de Rifles pediu publicamente que jornalistas e repórteres que apoiem o "senso comum pela regulamentação de armas dos EUA" sejam agredidos fisicamente e “reprimidos”.

    Na esteira de outro ataque que deixou cinco funcionários em um jornal local mortos, a porta-voz da Associação Nacional de Rifles (RNA), Dana Loesch revelou estar encorajando a violência contra aqueles que trabalham na mídia.

    Em um comunicado oficial da NRA em 2016, a porta-voz Loesch pediu o uso de táticas abertamente violentas — incluindo abuso físico — contra membros da imprensa que não concordam com a agenda da organização norte-americana que costuma fazer lobby pelo posse de armas no país.

    Pedindo que os jornalistas sejam reprimidos em um vídeo para a NRATV, Loesch classificou jornalistas que não concordam com as políticas da NRA como "patifes".

    Vestindo uma roupa preta e ao som de uma música sinistra, Loesch entoa: "seu tempo está acabando. O relógio começa agora", antes de virar uma pequena ampulheta cheia de areia, uma ameaça aberta contra jornalistas.

    Na esteira do tiroteio jornalístico em Maryland na semana passada, o ativista dos direitos civis e escritor Shaun King comentou que a porta-voz oficial da NRA estava ativamente pedindo que jornalistas fossem espancados e mortos. King observou que Loesch "nega, mas o registro é claro".

    Loesch, que é associada ao site de extrema-direita Breitbart, negou fazer as declarações, acusando King de fabricar suas informações. O ativista, porém, respondeu às acusações com provas.

    Tags:
    Breitbart News, NRATV, Associação Nacional de Rifles, NRA, Shaun King, Dana Loesch, Estados Unidos
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