16:13 15 Outubro 2018
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    Ira global pode gerar fracasso de tarifas dos EUA, diz economista

    © REUTERS / Jonathan Ernst
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    Cortes sobre as taxações de empresas, propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump no começo do ano podem continuar, mas as tarifas sobre os parceiros comerciais são história diferente, de acordo com Robert Shiller, ganhador do prêmio Nobel de Economia.

    "Eles estão gerando muita ira ao redor do mundo. Essa não é uma política sustentável", afirmou Shiler durante entrevista à CNBC, ressaltando que enxerga as tarifas de Trump como "insanas".

    No começo deste ano o presidente dos EUA anunciou a imposição de tarifas comerciais sobre parceiros do país no mundo todo. Em março, a Casa Branca já havia aplicado tarifas sobre as exportações de metal da Rússia, da China e outros países. Em maio as medidas foram expandidas, abrangendo a União Europeia, o Canadá e o México. Washington também introduziu as tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em mercadorias vindas da China, e ameaçou aplicar mais US$ 200 bilhões em taxas sobre Pequim em resposta às tarifas retaliatórias chinesas.

    O professor de economia da universidade de Yale também apontou sua preocupação em relação ao apoio de Trump ao mercado com o que chamou de "inclinação capitalista".

    "As pessoas acreditam que ele é bom para o mercado. Mas não necessariamente caso começemos a antagonizar, esse tipo de antagonismo em relação aos nossos aliados, eu imagino, vão prejudicar a nossa confiança", afirmou Shiller, acrescentando que a última reunião do G-7 teria sido "sombria".

    Uma pesquisa recente, conduzida pela mídia, revelou que a maioria dos cidadãos dos EUA aprovam a forma como Trump conduz a economia. Essa foi a primeira vez que isso aconteceu desde que ele assumiu o cargo. A aprovação atingiu 51%, subindo do que antes estava em 45%, em março. A mesma pesquisa mostrou que 36% dos entrevistados desaprovam as políticas econômicas do presidente.

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    Tags:
    economia, guerra comercial, G-7, Universidade de Yale, Casa Branca, Donald Trump, Pequim, Washington, Rússia, México, Canadá, China, EUA
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