14:36 26 Maio 2018
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    A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).

    Trump propõe mais tarifas alfandegárias contra a China na ordem de US $ 100 bilhões

    © REUTERS / Hyungwon Kang
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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou interesse em taxar bens importados da China "à luz da retaliação injusta da China" às tarifas anunciadas por Trump no início desta semana.

    "As práticas comerciais ilícitas da China — ignoradas durante anos por Washington — destruíram milhares de fábricas americanas e milhões de empregos americanos", disse Trump.

    Na terça-feira, "o representante de comércio dos EUA anunciou aproximadamente US $ 50 bilhões em tarifas propostas sobre importações da China. Em vez de remediar sua má conduta, a China optou por prejudicar nossos agricultores e fabricantes. À luz da injusta retaliação da China, eu instruí o o Representante de Comércio dos EUA (USTR) a considerar se US $ 100 bilhões em tarifas adicionais seriam apropriadas".

    "Apesar dessas ações, os Estados Unidos ainda estão preparados para negociar" novos acordos comerciais, acrescentou o líder norte-americano.

    Já o Representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer esclareceu que quaisquer medidas adicionais com impacto no comércio EUA-China não serão implementadas até que certas etapas administrativas sejam concluídas.

    "Infelizmente, a China optou por responder até agora com ameaças de impor tarifas injustificadas sobre bilhões de dólares nas exportações dos EUA, incluindo nossos produtos agrícolas. Tais medidas sem dúvida causariam mais danos aos trabalhadores, agricultores e empresas americanas. Sob essas circunstâncias, o presidente está certo em solicitar medidas adicionais apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas injustas  identificadas", disse Lighthizer logo após o anúncio de Trump.

    As tarifas anunciadas pela administração Trump em 3 de abril não entrarão em vigor até 15 de maio, no mínimo. As tarifas em potencial de hoje terão que ser formalizadas na forma de um relatório do USTR que detalha quais produtos seriam afetados, por exemplo. A partir daí, Trump teria que usar ordens executivas para direcionar a implementação das tarifas, o que leva cerca de 6 semanas.

    Tags:
    Robert Lighthizer, Donald Trump, Estados Unidos, China
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