12:46 21 Agosto 2018
Ouvir Rádio
    Vista geral da exposição FIDAE em Santiago (foto de arquivo)

    Empresas russas de tecnologia buscam entrar no mercado latino-americano

    © AFP 2018 / Martin Bernetti
    Américas
    URL curta
    480

    Várias empresas russas de tecnologia que estão participando da Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE) no Chile buscam, entre outras coisas, aumentar sua presença nos mercados latino-americanos, afirmaram à Sputnik dois representantes das empresas.

    "Viemos à feira FIDAE justamente para apresentar nossos produtos e tratar de introduzi-los nos mercados latino-americanos", assinalou o diretor de marketing da empresa Mikrotekhnika, Roman Slesarenko em entrevista à Sputnik Mundo.

    No dia 3 de abril, na capital chilena, Santiago, foi inaugurada a vigésima edição da FIDAE, sendo esta a maior feira de exposição aeroespacial, de defesa, tecnologia e segurança da América Latina.

    Pela primeira vez, a Mikrotekhnika, que foca na criação de equipamentos radioeletrônicos e, especificamente, no desenvolvimento de drones, tornou-se participante da FIDAE.

    Slesarenko explicou que os drones são um produto "muito solicitado" em tais feiras como a FIDAE, já que "podem ser utilizados e aplicados em diferentes tipos de mercados".

    "Nossos drones são úteis na agricultura para checar e controlar o crescimento das plantações, podem ser usados como câmeras de vigilância ou para coordenação de aeronaves em aeroportos", destacou.

    O representante da empresa russa explicou também que seus drones são importantes em casos de catástrofes, tais como incêndios, tsunamis ou terremotos, podem servir para operações de resgate e evacuações de uma forma "mais eficiente" do que um avião usado para os mesmos objetivos.

    "Nosso drone mais tecnologicamente desenvolvido pode permanecer no ar por um período de 24 horas, é dotado de um motor à base de benzina e também tem um gerador que pode ser recarregado sozinho; em dois voos, este drone pode percorrer todo o território do Chile", assinalou Slesarenko.

    Além disso, ele destacou a qualidade da produção de tecnologia da empresa, qualificando-a como "muito boa, suficiente para satisfazer necessidades do mercado latino-americano, bem como do chileno".

    "No momento, estamos trabalhando somente na Rússia e nos países vizinhos, mas planejamos expandir nossa atividade e estamos abertos a outros mercados", concluiu.

    Por sua vez, a empresa russa Altek, que desenvolve dispositivos de ultrassom para detectar falhas em máquinas e artefatos, também marcou presença na FIDAE.

    O diretor executivo da Altek, Aleksandr Kostyuk, explicou à Sputnik que estes aparelhos chamados de Peleng usam ultrassons para procurar defeitos em dispositivos aeroespaciais, em maquinarias da indústria petrolífera, nos trens e navios.

    "Em cada uma dessas indústrias e em seus respectivos ramos existem objetos que podem ser testados por ultrassom, e para isso se utilizam nossos produtos", afirmou.

    Kostyuk, que participou do estande da Altek em 3 de abril, assegurou que "pelo que vi no primeiro dia da feira, na América Latina existe um mercado que podemos atender”.

    "Negociamos principalmente com países europeus e asiáticos, mas temos expectativas aqui na América Latina, onde estamos pela primeira vez", acrescentou.

    O empresário russo assinalou que suas expectativas para a FIDAE são "altas" e que a empresa espera encontrar um "grande mercado" nesse continente.

    "Esperamos que haja uma grande demanda por nossos produtos, uma vez que a qualidade que oferecemos é muito boa e os preços são relativamente baixos", concluiu.

    A FIDAE começou no dia 3 de abril e continuará até domingo, dia 8 do mesmo mês.

    Mais:

    Reeleição de Putin beneficiará a América Latina, diz político chileno
    Comportamento de Pompeo em relação à América Latina estará na mira da Rússia
    Volta do sarampo à América Latina passa pela falta de vacinação, diz infectologista
    Tags:
    tecnologias, exposição, Chile, América Latina, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik