20:43 20 Fevereiro 2020
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    "Radares orbitais poderiam ajudar aos EUA a rastrear alvos hipersônicos, mas não interceptariam essa arma de alta precisão", declarou à Sputnik o especialista militar russo Viktor Murakhovsky.

    Anteriormente, o general John Hyten, chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, anunciou que os EUA devem desenvolver um sistema de radares de posicionamento orbital para combater armas hipersônicas e que ele não considera os sistemas de detecção terrestres suficientes para isso.

    "Radar é um meio de detecção e não uma arma de fogo ou destruição. Por isso, talvez, ele [John Hyten] supõe que a possibilidade de detecção de lançamentos de armas hipersônicas possa combater tais armas", disse Murakhovsky.

    Ele comentou que a principal tática para combater ataques de mísseis está em antimísseis. Mísseis balísticos podem ser interceptados em umas das fases de sua trajetória "previsível". No caso de arma hipersônica, nenhum antimíssil poderá atingir "tal velocidade e temperatura".

    "Portanto, o radar pode somente ajudar a rastreá-la [arma hipersônica] e mandar um alerta a tempo para que 'todos vão a seus bunkers, quem os tiver'", acrescentou o especialista.

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante seu discurso anual perante a Assembleia Federal, apresentou o novo sistema de mísseis hipersônicos russo do complexo Kinzhal. Segundo ele, as características únicas da aeronave permitem transportar o míssil ao ponto de lançamento em poucos minutos, e a velocidade do míssil ultrapassa a velocidade do som em 10 vezes, tendo capacidade de manobra em toda a trajetória de voo.

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    Tags:
    radar, arma, Kinzhal, Assembleia Federal, John Hyten, Viktor Murakhovsky, Vladimir Putin, EUA, Rússia
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