03:12 20 Agosto 2019
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    Brasileiro vai votar até para o Parlamento do Mercosul

    Miguel Rojo/AFP
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    Proposta do deputado federal Celso Russomano (PRB-SP), atual presidente da Delegação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe que os 39 parlamentares brasileiros na entidade sejam eleitos por voto direto.

    Hoje, o Brasil tem direito a 75 representantes, entre deputados federais e senadores, no Parlasul, em Montevidéu. Na prática, contudo, a bancada brasileira conta com 28 deputados e 11 senadores. Pela proposta de Russomano, a renovação desse quadro se daria, uma vez aprovado em tempo hábil o projeto, por voto direto dos eleitores brasileiros já no pleito de outubro, para um mandato de quatro anos.

    Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Russomano diz que dos quatro países do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), apenas Brasil e Uruguai ainda mantêm a escolha por voto indireto, e que a definição deve ocorrer obrigatoriamente até 2020. Para o parlamentar, a indicação de representantes pelo voto direto dará ao Parlasul maior peso e representatividade nas negociações com outros blocos econômicos, como o atualmente discutido com a União Europeia.

    Russomano lembra que um dos pontos polêmicos da proposta era a criação de mais despesas aos cofres públicos. O projeto do parlamentar, porém, contornou esse empecilho, sugerindo que a remuneração dos parlamentares fosse bancada pelo fundo partidário a que as agremiações têm direito. A inclusão dos nomes dos candidatos ainda depende de aprovação da Justiça.

    "Já pedi uma reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ver se é possível, na eleição ainda desse ano, figurar nas urnas eletrônicas os nomes dos candidatos. O problema e que eles serão votados ou regional ou nacionalmente. A eleição seria em conjunto com todos os direitos (tempo de TV, apresentação de propostas)", diz Russomano, explicando que, uma vez eleito, o parlamentar não poderá ter dupla função, ou seja, ele terá que exercer o mandato no Parlasul em Montevidéu, sendo vedado a ele exercer função legislativa também no Brasil.

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    Tags:
    blocos econômicos, eleições, diplomacia, política, economia, Congresso, Parlasul, TSE, União Europeia, Celso Russomano, América do Sul
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