18:08 21 Fevereiro 2018
Ouvir Rádio
    Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a entrevista com jornalistas em Camp David, 6 de janeiro de 2018

    Trump usa memorando contrário ao FBI para desacreditar investigação da 'influência russa'

    © REUTERS/ Yuri Gripas
    Américas
    URL curta
    140

    O presidente dos EUA, Donald Trump, usou o memorando que critica o excesso de vigilância promovido pelo FBI para se esquivar das investigações que avaliam a interferência da Rússia nas eleições de 2016. Pelo Twitter, ele disse estar "livre de suspeitas".

    O documento, escrito pelo Congresso e tornado público após ordem de desclassificação assinada pelo próprio Trump, alega que o FBI abusou do poder de vigilância durante a investigação da interferência russa no pleito vencido pelo republicado. 

    Contendo quatro páginas, o memorando avalia a solicitação de um mandado de vigilância impetrado pelo FBI contra um assessor de campanha de Trump. Para congressistas, o pedido se baseou exclusivamente nos apontamentos e opiniões de um ex-espião britânico cujo dossiê (desacreditado até pela própria mídia pelas dezenas de imprecisões) foi encomendado por Democratas.

    O Comitê de Inteligência da Câmara, presidido pelo colega de partido de Trump, Devin Nunes, reconhece porém que a investigação sobre ligações da campanha do republicano com a Rússia começou vários meses antes e foi "desencadeada" por informações envolvendo outro assessor que não o abusivamente monitorado. Este trecho do memorando foi ignorado por Trump ao comentar o caso no Twitter neste sábado.

    "Não houve conluio e não houve obstrução (a palavra agora usada porque, depois de um ano investigando sem parar e não encontrando nada, o conluio está morto). Isso é uma desgraça americana!", disse o presidente.

    ​Os republicanos reclamam que a autorização de monitoramento da campanha de Trump foi baseada em informações financiadas pela campanha de Hillary Clinton e pelo partido da candidata. O FBI expressou "preocupações graves" com as conclusões apresentadas pelo partida e classificou o documento como inexato e incompleto. Os Democratas, por sua vez, acusaram o Comitê de ser enviesado.

    Mais:

    Diretor da CIA não viu provas da 'interferência russa' nas eleições norte-americanas
    Senado americano conclui que 'interferência russa' não alterou o resultado das eleições
    Kremlin sobre interferência russa nos EUA: 'uma novela que já durou demais'
    Ex-diretor do FBI: Trump pediu para 'dar um fim' na investigação sobre interferência russa
    Ex-assessor de Trump se oferece para testemunhar sobre interferência russa em 2016
    Tags:
    interferência russa, Democratas, Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, FBI, Hillary Clinton, Donald Trump, Devin Nunes, Rússia, Estados Unidos
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik