02:30 17 Agosto 2018
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    This picture taken by the Republic of Korea Air Force on January 10, 2016 and released via Yonhap news agency shows a US B-52 Stratofortress (bottom R) flying with South Korean F-15K fighter jets (top) and US F-16 fighter jets (bottom L) over South Korea

    Congressistas dos EUA alertam Casa Branca quanto aos riscos de guerra na Coreia do Norte

    © AFP 2018 / YONHAP
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    Deputados democratas dos EUA alertaram a Casa Branca de que mesmo um "ataque limitado" contra a Coreia do Norte levaria a uma guerra total e a várias mortes civis e militares. A advertência é uma resposta ao secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que ameaçou atacar bases se Pyongyang não interromper a produção de armas nucleares.

    "Não existe isso de ataque limitado, ou você usa um míssil de cruzeiro nuclear ou não usa", disse a senador democrata Tammy Duckworth a jornalistas na quarta-feira. "Você terá ferimentos de grande proporção, bem como baixas civis e militares. Muitos americanos não entendem isso, e eu não acho que o presidente entenda isso a julgar pelo jeito que ele tweeta".

    Duckworth, juntamente com o representante republicano Ruben Gallego, viajou para o Japão e a Coreia do Sul no início de janeiro, onde se encontraram com líderes militares e civis de ambas as nações. Eles voltaram para os Estados na terça-feira.

    Gallago pressionou pela continuidade da diplomacia e das sanções como uma solução para a crise, ao invés da força militar. "Reduzir a escala de palavras provocativas e atos do presidente Trump seria útil, além de continuar a pressão contínua sobre a Rússia e a China para implementar plenamente o nosso regime de sanções".

    Embora não tenham mencionado Tillerson, os comentários de Duckworth e Gallago deram uma resposta clara às palavras do Secretário de Estado. Tillerson disse na terça-feira que, enquanto Casa Branca continuava buscava uma resolução diplomática para a crise, a Coreia do Norte ainda não se revelava um "parceiro de não confiável".

    Quando perguntado sobre a possibilidade de um ataque "limitado" ou "estratégico" contra as instalações nucleares da Coreia do Norte, Tillerson respondeu: "Precisamos ser muito fortes e claros sobre a situação atual". Ele acrescentou que os testes de mísseis norte-coreanos estavam mostrando rápido avanço e que a situação estava se aproximava de "um ponto de ruptura".

    "Temos que reconhecer que a ameaça está crescendo e que, se a Coreia do Norte não escolher o caminho do engajamento, discussão, negociação, eles irão desencadear uma opção", afirmou.

    O senador Lindsey Graham ofereceu uma abordagem diferente. Falando no American Enterprise Institute, o parlamentar disse estar "100% seguro" de que a guerra era o "último recurso" do exército dos EUA. "Eu não acho que você pode atacar a Coreia do Norte cirurgicamente ", disse Graham. "Quando digo que a opção militar é o último recurso, o faço porque milhares de pessoas podem ser mortas".

    No entanto, o senador enfatizou que a opção não pode deixar de constar nos planos americanos. "Eu sei que há algum limite de tolerância na mente do presidente", disse Graham. "Eu certamente as compartilharei publicamente [até onde vai a tolerância de Trump], mas essa não é uma ideia mal concebida. Limites".

    Graham acrescentou, o potencial da guerra em suas fronteiras era uma poderosa ferramenta de negociação contra a China. "Se a China realmente acredita que Trump pode usar força militar na Coreia do Norte, acredito que eles mudariam seu comportamento", disse Graham. "Eles dominam a economia norte-coreana".

    Além do seu crescente programa nuclear, acredita-se que a Coreia do Norte tenha entre 2.700 e 5.500 toneladas de armas químicas e biológicas, incluindo antrax, gás sarin, armas com cepas de varíola, cólera, e agentes de vômitos. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos estimou em 2011 que a Coreia do Norte tem o terceiro maior estoque de armas biológicas tipo no mundo.

    Os norte-coreanos também acumularam enormes quantidades de armas convencionais, muitas delas posicionadas perto da fronteira com a Coreia do Sul.

    Tags:
    Congresso, Casa Branca, American Enterprise Institute, Lindsey Graham, Rex Tillerson, Ruben Gallego, Tammy Duckworth, Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Rússia, Pyongyang, Coreia do Norte
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