22:35 14 Dezembro 2017
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    Bandeiras dos EUA e da OTAN em frente dos caças F-22 Raptor  da Força Aérea norte-americana, na Lituânia

    Analista sobre relações entre OTAN e Rússia: Aliança Atlântica está submetida a Washington

    © AFP 2017/ Petras Malukas
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    Os chefes dos ministérios das Relações Exteriores dos países integrantes da OTAN concluíram que a política da Aliança de defesa e diálogo com a Rússia é eficaz. A organização tenciona continuar esta linha, combinando a contenção e defesa com negociações, assinalou Jens Stoltenberg, o secretário-geral da OTAN.

    "Nós concordamos que a nossa postura em relação à Rússia, acordada durante a cúpula de Varsóvia em 2016, é eficaz. Estamos reforçando a defesa coletiva permanecendo abertos ao diálogo. As sanções econômicas se mantêm vigorando e utilizamos as linhas militares de comunicação", disse Stoltenberg, comentando os resultados de discussões dos países da OTAN quanto às relações com a Rússia.

    De acordo com ele, os ministros concordaram em continuar reforçando a contenção e defesa, ao mesmo tempo dialogando e apoiando seus parceiros no Leste Europeu.

    O especialista em ciências políticas, tenente-general Leonid Ivashov, argumentou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que, no momento, não tem como falar sobre quaisquer mudanças positivas nas relações entre a Rússia e OTAN.

    "Quando falamos da OTAN, é preciso levar em consideração que a Aliança Atlântica é controlada por Washington. Até as relações entre a Rússia e os EUA melhorarem, dificilmente poderemos falar sobre mudanças positivas no que se refere às nossas relações com a OTAN. No momento, nem a Europa, nem os EUA, estão dispostos a melhorar as relações com a Rússia. Temos noção de quem é Stoltenberg, o Comitê Militar da OTAN, o Comando Aliado da OTAN na Europa – são os norte-americanos que os dominam. Mesmo que tenhamos algumas consultas, é difícil as relações melhorarem", opinou Leonid Ivashov.

    Segundo ele, hoje em dia é importante para a Rússia desenvolver relações com os países neutros que ainda não decidiram aderir à Aliança.

    "No momento, processos complicados estão decorrendo na Finlândia e Suécia. Os norte-americanos estão presentes lá e pressionam a opinião pública, inclusive assustando com a Rússia, para que os moradores destes países se expressem a favor da adesão à OTAN. É preciso provar-lhes que hoje em dia sua posição neutra é a mais vantajosa no que se trata de segurança e crescimento econômico", ressaltou o especialista.

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    Tags:
    relações, OTAN, EUA, Rússia
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