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    Agentes da polícia investigando um tiroteio em massa em uma igreja, na cidade de Sutherland Springs, Texas, EUA, 5 de novembro de 2017

    Força Aérea dos EUA não concedeu ao FBI registro criminal do autor do tiroteio no Texas

    © REUTERS / Jay Janner
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    O homem que teria matado 26 pessoas em uma igreja no Texas, EUA, no domingo passado (5) conseguiu comprar de modo legal a arma de fogo usada no tiroteio porque a Força Aérea dos EUA não concedeu informação sobre seus antecedentes criminais, informaram na segunda-feira (6).

    A Força Aérea dos EUA não enviou o registro de antecedentes criminais do atacante Devin Patrick Kelley ao FBI, violando seus próprios regulamentos. Kelly, que também feriu 20 pessoas quando abriu fogo em uma igreja na cidade de Sutherland Springs, Texas, foi demitido da Força Aérea por violência doméstica em relação à sua mulher e seu enteado em 2012. Se esta informação tivesse sido partilhada, ele não teria adquirido sua arma.

    No entanto, a Força Aérea dos EUA não introduziu a informação sobre violência doméstica por parte de Kelley na base de dados, o que permitiu a Kelley passar o inquérito de verificação de antecedentes e comprar legalmente o fuzil.

    Na segunda-feira, a Força Aérea norte-americana admitiu que, no momento, não tem a certeza se chegou a colocar a informação na base de dados e pediu ao Pentágono que reveja os registros e procedimentos do Departamento de Defesa.

    "A informação foi mal administrada pelo Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea na base aérea de Holloman, no Novo México, onde Kelley servia quando foi detido. A investigação está em andamento e a Força Aérea está levando-a muito a sério", disse Tom Bowman, um representante do Pentágono à emissora National Public Radio.

    Acredita-se que o agressor, que enviou mensagens com ameaças à sua sogra antes do ataque, não perpetrou o tiroteio por razões raciais ou religiosas.

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    Tags:
    investigação, tiroteio, FBI, Pentágono, Força Aérea dos EUA, Novo México, Texas, EUA
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