09:59 20 Setembro 2017
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    Laboratório Kaspersky em Moscou (foto de arquivo)

    O que está por trás das acusações dos EUA contra o laboratório russo?

    © Sputnik/ Vladimir Astapkovich
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    O laboratório está sendo perseguido pelos EUA parcialmente por "ser bom demais a detectar vírus" e por seus produtos de segurança cibernética complicarem o trabalho dos serviços norte-americanos de inteligência, opinou o ministro das Comunicações da Rússia, Nikolai Nikiforov.

    As declarações de Nikiforov veem dias depois de o Departamento de Segurança Nacional dos EUA ter proibido a utilização dos programas antivírus do Kaspersky Lab nas entidades federais. Foi explicado que esta medida "se baseia nos riscos que o uso de produtos Kaspersky em sistemas informáticos federais representa para a segurança informática". 

    O ministro, por sua vez, afirmou que "os sistemas operacionais iOS, Windows e Android são produzidos nos EUA. Não é por acaso que todas os vazamentos, incluindo os feitas por ex-agentes da inteligência dos EUA, estão relacionados com as capacidades não declaradas, vírus indescritíveis que foram criados para esses sistemas operacionais e que permitiram o acesso ilegal às informações de centenas de milhares de usuários por todo o mundo", durante um programa de televisão do canal russo NTV.

    Yevgeny Kaspersky, presidente e cofundador do Kaspersky Lab, desmentiu as acusações e declarou, no que respeita à proibição de seus produtos, que está disposto a responder perante o Congresso dos EUA a todas as perguntas e esclarecer dúvidas relacionadas com seu trabalho. Além do mais, o empresário expressou a prontidão de compartilhar o código original do programa que, de acordo com ele, é uma prova vigorosa de que sua empresa não tem nada em comum com a espionagem cibernética. 

    Edward Snowden
    © REUTERS/ Glenn Greenwald/Laura Poitras/Courtesy of the Guardian/Handout via Reuters
    Contudo, as autoridades norte-americanas recusaram essa proposta.

    Kaspersky Lab é uma empresa internacional sediada em Moscou que trabalha na área da segurança informática e que está presente em 200 países.

    A embaixada da Rússia nos EUA publicou no seu site um comunicado, assinalando que a decisão das autoridades norte-americanas contra a empresa informática russa atrasa as perspectivas de restabelecimento da cooperação entre Moscou e Washington, incluindo no campo da luta contra o terrorismo.  

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    Tags:
    acusações, cibersegurança, Kaspersky Lab, Yevgeny Kaspersky, Nikolai Nikiforov, EUA, Rússia
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