11:05 26 Outubro 2020
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    A Marinha dos Estados Unidos iniciou a retirada de milhares de marinheiros do sul do estado da Flórida, que deve ser atingido pelo furacão Irma no próximo sábado, informou a rede de TV CNN. Mais de 5.000 pessoas receberem ordens para deixar a região, a primeira a se deparar com o furacão de categoria 5, o mais forte a atingir o estado na história.

    Na área da base naval de Key West, apenas 60 oficiais permanecerão, a fim de manter as operações essenciais. Todas as demais pessoas consideradas "não essenciais" receberam ordens para sair. Outras bases navais ao longo da costa leste dos EUA devem ser evacuadas nos próximos dias, conforme o avanço do furacão, que está no Caribe.

    Outros oficiais informaram à CNN que aeronaves e helicópteros serão movidos para outros setores, como parte dos preparativos para a chegada do Irma, que vem ganhando força nos últimos dias e já registra ventos próximos a 300 km/h, enquanto avança por ilhas caribenhas, incluindo Porto Rico, Ilhas Virgens e Cuba.

    A fim de facilitar a saída de turistas e moradores do sul da Flórida, o governo local isentou todos do pagamento de pedágio a partir das 17h da terça-feira. Em comunicado, o governador Rick Scott declarou que a prioridade é a segurança da população neste momento.

    "Continuamos a monitorar de perto os desenvolvimentos do furacão Irma e continuaremos a tomar medidas agressivas para manter nosso estado seguro", informou Scott, em referência ao caráter “potencialmente catastrófico” que o furacão pode trazer aos EUA – algo que vem sendo registrado por onde ele passa no Caribe.

    Atendendo a pedidos das autoridades locais, o presidente estadunidense Donald Trump decretou emergência, o que permite que autoridades possam coordenar esforços de socorro antes mesmo da chegada do furacão.

    O próprio Trump pode ter de ter outras preocupações com o Irma. Isto porque o fenômeno deve passar por Château des Palmiers (Castelo de Palmeiras, em tradução livre), uma área que fica a 240 quilômetros a leste de Porto Rico, onde o presidente dos EUA possui uma propriedade avaliada em US$ 30 milhões, segundo o jornal Miami Herald. Um complexo residencial e um campo de golfe, ambos na Flórida, também pertencem a Trump e poderão sofrer danos com o furacão.

    Mais de 7.000 oficiais da Guarda Nacional estarão mobilizados a partir de sexta-feira na Flórida. Há o temor de que Irma seja o furacão mais destrutivo a atingir a Flórida desde 1992, quando Andrew passou pelo estado. O potencial destrutivo de Irma pode ser até seis superior, em termos financeiros, aos registrados após a passagem do Katrina pelos EUA, em 2005.

    Danos e sustos no Caribe

    O furacão Irma já atingiu nesta quarta-feira a ilha caribenha de St. Martin, trazendo consigo um misto catastrófico de ventos e chuvas. Karel van Oosterom, embaixador da Holanda nas Nações Unidas, disse que Irma atingiu as ilhas holandesas de Saba e Sint Eustasius antes de superar St. Martin.

    "A primeira informação indica que muitos danos foram registrados, mas a comunicação ainda é extremamente difícil", disse ele em uma reunião da U.N, segundo a Agência Associated Press.

    Imagens divulgadas pelo Twitter mostram a destruição causada pelo furacão no aeroporto internacional Princesa Juliana, em St. Martin, que é o terceiro com maior volume de passageiros no Caribe.

    Um outro vídeo mostrou o susto que passageiros que cruzavam o Caribe sentiram quando se depararam com o furacão.

    Irma poderia se tornar a segunda tempestade poderosa a causar destruição ao continente norte-americano nas recentes semanas, mas sua trajetória precisa permaneceu incerta. Recentemente, o furacão Harvey matou mais de 60 pessoas e causou até US$ 180 bilhões em danos depois de atingir o Texas, no final do mês passado.

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    catástrofe, destruição, furacões, katrina, furacão, furacão Irma, Donald Trump, Rick Scott, St. Martin, Ilhas Virgens Britânicas, República Dominicana, América Central, Caribe, Cuba, Porto Rico, Flórida, Estados Unidos
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