16:41 18 Dezembro 2017
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    Lançamento de míssil balístico Minuteman III

    NI: Problema das armas nucleares dos EUA é que são velhas

    © AP Photo/ Foto de arquivo, Força Aérea dos EUA
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    A Força Aérea dos EUA deu um importante passo nesta semana escolhendo a Boeing e a Northrop Grumman para iniciar o desenvolvimento do novo míssil balístico intercontinental que vai substituir os Minuteman, uma arma já com quase 50 anos.

    Segundo comunica o The National Interest, as duas empresas vão elaborar os conceitos de construção de mais de 600 mísseis durante os próximos 3 anos. O programa de modernização GBSD tem sido debatido no Congresso, que ainda terá que decidir se esta é a forma economicamente mais rentável de substituição dos Minuteman.

    "A Rússia está reforçando o seu arsenal nuclear. A Coreia do Norte representa uma ameaça na qual não tínhamos pensado há 15 ou 20 anos. Provavelmente não há tempo para mudar radicalmente a abordagem da tríade nuclear que nos serviu bem durante 70 anos", acrescentou a antiga secretária da Força Aérea, Deborah James, citada pelo The National Interest. 

    Deborah James espera que os contratantes do GBSD melhorem as suas estimativas de custos e introduzam novas tecnologias que permitam tornar o sistema mais barato. 

    "A última vez que desenvolvemos a tecnologia ICBM foi há mais de 40 anos. Muita coisa mudou e estamos utilizando dados muito antigos", precisou ela. 

    O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general David Goldfein, sublinhou que a questão de modernização não é assunto de debate, os EUA têm que modernizar os mísseis que contam com 45 anos.  

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    Tags:
    opinião, defesa, discussão, modernização, problema, armas nucleares, mísseis balísticos, Minuteman III, The National Interest, EUA
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