17:04 05 Junho 2020
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    Os países-membros do Mercosul decidiram neste sábado pela expulsão, por tempo indefinido, da Venezuela do bloco por "rompimento com a ordem democrática".

    Os ministros das Relações Exteriores da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai reuniram-se, em caráter de emergência, São Paulo. Em um comunicado, anunciaram que Venezuela violou a ordem constitucional e exigiram que o governo de Nicolás Maduro inicie uma transição política.

    Venezuela foi suspensa do Mercosul em dezembro de 2016, por violação de compromissos econômicos e comerciais assumidos em 2012. Agora o país sofrerá sanções com base na cláusula democrática do bloco.

    Os países aplicaram, de forma unânime, o protocolo de Ushuaia, assinado em 1998, segundo o qual os membros do grupo devem respeitar a democracia.

    "A plena vigência das instituições democráticas é essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os estados partes deste protocolo", dita o documento.

    “É uma sanção grave de natureza política”, disse o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. “É um elemento a mais que nós estamos colocando para que a Venezuela possa, mediante a luta do seu povo, ter o direito de voltar a participar do Mercosul”, acrescentou o ministro aos jornalistas após a reunião.

    Desde que o Brasil assumiu a presidência temporária do bloco, em julho, o presidente Michel Temer tem se pronunciado sobre "ruptura da democracia" na Venezuela.

    O governo brasileiro iniciou uma fase de consultas, na qual a Venezuela foi convocada a se pronunciar.

    O presidente venezuelano, foi consultado sobre a possibilidade de se reunir com a oposição em território do Brasil, com a mediação do Mercosul, mas este rejeitou a oferta.

    A Assembleia Constituinte, aprovada pelo governo venezuelano e formalmente instituída nesta sexta-feira foi o motivo final para os membros do Mercosul decidirem pela expulsão do país do bloco.

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