10:14 19 Novembro 2017
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    Soldado norte-americano perto do sistema de mísseis Patriot

    Será que DAM norte-americano é capaz de conter ataque nuclear de Pyongyang?

    © AP Photo/ Czarek Sokolowski
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    O mais recente teste do novo míssil Hwasong-14 mostrou que ele pode alcançar o Alasca ou o Havaí. Como é que o Pentágono planeja proteger as instalações dos EUA no estrangeiro?

    O Hwasong-14 é o novo míssil balístico intercontinental (ICBM em inglês) norte-coreano. A Coreia do Norte já mostrou que os seus talentosos cientistas podem ultrapassar as barreiras da engenharia e criar mísseis funcionais, acrescenta o The National Interest.

    De acordo com o colunista Kyle Mizokami, é difícil abater os ICBMs. O melhor momento para o fazer é na assim chamada fase de médio curso, após os mísseis lançarem as suas ogivas nucleares para o espaço. As ogivas voam no espaço durante vários minutos acelerando em direção ao alvo, antes de voltarem para a atmosfera e entrarem na assim-chamada fase terminal. 

    Os EUA já dispõem do seu sistema de interceptação de ogivas Ground-Based Midcourse Defense System (GMD). O GMD não é só um míssil interceptor, mas um sistema de sensores e armas destinadas a detectar e neutralizar as ogivas inimigas. 

    Lançamento de um míssil dos EUA
    © Foto: Departamento de Defesa dos EUA
    Lançamento de um míssil dos EUA

    A primeira linha do GMD é a rede de radares X-Band, que incluem os AN/TPY-2 e o radar marítimo X-Band. Estes dispositivos vão detectar, identificar e fornecer a informação para a 100ª  Brigada de Mísseis estacionada em Colorado Springs. 

    Após receber a informação, os EUA vão lançar os mísseis interceptores terrestres (GBI) para abater as ogivas inimigas. Os EUA possuem agora 36 GBIs: 32 em Fort Geely, Alasca, e 4 na base aérea de Vandenberg, na Califórnia. 

    De acordo com o The National Interest, cada GBI tem 50% de hipóteses de abater a ogiva que se aproxima. O plano do Pentágono é alocar mais 5 GBIs de maneira a aumentar a chance para 100%. Considerando o número dos GBIs disponíveis, os EUA possuem quantidade bastante para interceptar 7 mísseis do inimigo, mas o número de GBIs pode ser aumentado. 

    As bases militares dos EUA na região da Ásia vão se tornar alvos de ataque, acrescenta Kyle Mizokami. Muitas destas bases ficam na Coreia do Sul ou no Japão. Nesta área, os EUA vão utilizar a sua frota naval, que inclui 16 cruzadores e destróiers com mísseis balísticos para abater os mísseis do inimigo no caso de agressão. 

    Os navios de guerra podem lançar os mísseis balísticos mais recentes Sm-3. Tal como os GBIs, os Sm-3 vão interceptar as ogivas do inimigo no espaço. 

    Além disso, os EUA têm os sistemas THAAD na região. O THAAD, com o alcance operacional de até 200 quilômetros, opera junto com o radar AN/TPY-2. Os EUA possuem seis veículos com sistemas THAAD, com 8 mísseis em cada bateria. 

    Além do THAAD, os EUA têm à disposição mísseis Patriot PAC-3. Em um cenário de guerra, uma bateria Patriot vai lançar mísseis em direção da ogiva do inimigo. Tais mísseis serão equipados com radares Ka-band, que vão introduzir ajustamentos necessários durante o voo. 

    EUA istalam sistema antimíssil THAAD na Coreia do Sul
    © AP Photo/ Exército dos EUA na Coreia do Sul
    EUA istalam sistema antimíssil THAAD na Coreia do Sul

    O colunista chega à conclusão de que os EUA criaram um sistema eficaz contra os ataques complexos da Coreia do Norte, mas o sistema vai ser praticamente inútil em caso de ataques por parte da Rússia ou da China.

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    Tags:
    opinião, radares, capacidade militar, ogiva nuclear, míssil balístico intercontinental, Defesa antimíssil (DAM), defesa, Pentágono, Ásia-Pacífico, Coreia do Norte, EUA
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