14:28 24 Setembro 2018
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    Ex-chefe do FBI, Robert Mueller

    Sem dar nome aos bois, Washington Post afirma que Trump está sendo investigado

    © REUTERS / Jonathan Ernst
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    O The Washington Post quer que você saiba que a "democracia morre no escuro", mas quando se trata de buscar fontes para fundamentar suas maiores reportagens - como o fato de que o presidente Donald Trump, estar sob a lupa do conselho especial do Ministério da Justiça - o jornal não consegue encontrar ninguém que fale a não ser em anonimato.

    A "notícia" com base em fontes anônimas voltou a atacar: o jornal afirmou que o ex-chefe do FBI e agora conselheiro especial Robert Mueller está rondando oficiais de inteligência para tentar descobrir se Trump obstruiu, de fato, a investigação de ligações de funcionários de campanha com autoridades russas. As fontes anônimas do periódico disseram ao Post que a investigação sobre Trump começou depois que o ex-diretor do FBI James Comey foi demitido.

    Ao falar ao Senado, Comey afastou a suspeita de que teria vazado o agora famoso memorando em que Trump o pedia para "Deixar isso [a investigação sobre o ex-conselheiro de segurança nacional, Michael Flynn e os russos] pra lá". 

    Embora tenha afirmado acreditar que foi demitido por causa disso, o ex-diretor do FBI recusou-se a afirmar que o presidente tenha, de fato, atentado à independência da justiça, como alega o The Washington Post na última leva de acusações na reportagem sobre Robert Muller.

    Quando perguntado se achava que Trump tinha obstruído a justiça, Comey disse ao senador Joe Manchin: "Eu não sei. É trabalho de Bob Mueller resolver isso". Mueller não disse uma palavra sobre o caso desde então, mas o The Washington Post afirma que a investigação já começou, tomando como base a informação vinda de "cinco pessoas… falando sob a condição de anonimato porque não estavam autorizados a discutir o assunto publicamente".

    O histórico de Mueller é tão próximo quanto perfeito. Depois de receber o Coração Púrpura (condecoração outorgada a militares feridos em serviço) por sua atuação na Guerra do Vietnã, o ex-oficial serviu no escritório do Procurador dos EUA por 12 anos. Ele foi então selecionado para trabalhar no Departamento de Justiça por George H. W. Bush e, posteriormente, para liderar o FBI por George Bush em 2001. Na audiência de confirmação, o Senado aprovou seu nome para o posto destacando que "parece improvável que Mueller deixasse escapar detalhes quentes de investigações […] para a mídia".

    Um porta-voz de um dos advogados de Trump respondeu à nova rodada de denúncias de quarta-feira afirmando que "o vazamento do FBI de informações sobre o presidente é ultrajante, indesculpável e ilegal".

    Tags:
    Coração Púrpura, Guerra do Vietnã, Senado dos EUA, The Washington Post, Departamento de Justiça, FBI, George H.W. Bush, Robert Mueller, Joe Manchin, Michael Flynn, Donald Trump, George W. Bush, James Comey, Estados Unidos, Vietnã, Rússia
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