12:15 20 Outubro 2020
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    O ex-diretor da Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, respondendo a uma pergunta sobre a alegada interferência russa nas eleições presidenciais nos EUA afirmou que os russos são "geneticamente propensos" a manipular, infiltrar e intervir.

    Clapper foi entrevistado pelo autor do programa da emissora NBC "Meet the Press" (Conheça a imprensa, em inglês) Chuck Todd, para comentar a conexão entre Kushner e as autoridades russas. "Eu vou lhe dizer que os meus sinais de alarme estavam ativados e eu penso que aconteceu a mesma coisa com todos nós na comunidade de inteligência: estamos preocupados com a natureza desta aproximação com os russos", respondeu Clapper.

    "Se você colocar tudo isso no contexto de tudo o que sabemos sobre as tentativas dos russos de intervir nas eleições, e isso é a prática histórica russa, eles tipicamente, até geneticamente, [são] propensos a cooptar, infiltrar, ganhar os favores, etc. é a técnica típica russa. Então, nós estávamos preocupados".

    Com estas palavras, Clapper afirma acreditar na predisposição genética do povo russo para mentir, manipular e deturpar. 

    Quando a entrevista de Clapper com Todd foi divulgada em outros canais da mídia, eles foram surpreendidos por seus comentários discriminatórios. Imagine-se a reação da mídia se Clapper tivesse dito a mesma coisa sobre, por exemplo, os judeus ou os afro-americanos. O jornalista esportivo do jornal Denver Post perdeu o seu trabalho depois que tweetou ter ficado "desapontado" por um japonês ter ganho a corrida de carros Indy 500. Ele nem sequer teve que insultar toda uma nação para ser demitido imediatamente.

    No que toca a Clapper, ele não fez segredo da sua opinião sobre a Rússia na entrevista. "A Rússia, pelo menos na minha opinião, é o nosso primeiro adversário. Eles não são nossos amigos", declarou ele. 

    "[Rússia é] audaciosa," notou Clapper. "Eles continuarão intervindo ao nosso processo político. Para mim esta é uma grande história e o povo Americano deve ser avisado". 

    Clapper adicionou que ele considera o embaixador russo nos EUA Sergei Kislyak mais como um espião do que como diplomata. "É um fato que ele supervisiona as operações agressivas da inteligência neste país – os russos têm mais operações de inteligência do que qualquer outra nação representada neste país, não obstante termos frustrado 35 delas isso já é bastante para supor que existem mais".

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    Tags:
    interferência estrangeira, discriminação, eleições, Inteligência Nacional dos Estados Unidos, NBC, James R. Clapper, EUA
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