10:12 18 Julho 2019
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    Nesta foto sem data que foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte em Pyongyang no dia 7 de Março de 2017, o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un supervisou o lançamento de mísseis balísticos das unidades da artilharia de Hwasong das Forças Estratégicas do Exercito Popular da Coreia

    Coreia do Norte trilha caminho 'inevitável' para míssil que pode atingir os EUA

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    Diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, o tenente-general Vincent Stewart afirmou na terça-feira que é “inevitável” que a Coreia do Norte consiga obter um míssil intercontinental, capaz de carregar ogivas nucleares, e que possa atingir o país.

    A declaração foi feita durante uma audiência no Senado dos EUA. Stewart enfatizou o perigo para reforçar a necessidade de pressões para desmobilizar os esforços norte-coreanos em torno do seu programa nuclear e de mísseis balísticos.

    Na audiência, os congressistas pressionaram o tenente-general e o diretor da Inteligência Nacional, Dan Coats, a respeito do quanto de tempo falta para Pyongyang ter em seu poder um míssil que seja capaz de chegar ao país. Ambos se recusaram a fazer uma estimativa.

    Stewart disse apenas que os riscos estão aumentando. “Embora seja quase impossível prever quando esta capacidade estará operacional, o regime norte-coreano está comprometido e está em um caminho onde essa capacidade é inevitável”, avaliou.

    Recentemente, o especialista em mísseis John Schilling estimou que a Coreia do Norte não terá tal míssil intercontinental até pelo menos 2020, e até 2025 para obter um alimentado por combustível sólido. Contudo, é possível haver uma variação nas previsões, sobretudo pela dificuldade em coleta de informações em solo norte-coreano.

    Novas sanções podem incluir bloqueios

    Na intenção de pressionar ainda mais o regime de Kim Jong-un, o presidente norte-americano Donald Trump pode vir a sugerir bloqueios navais e zonas com voos proibidos, de acordo com o professor da Academia Nacional Diplomática da Coreia, Shin Beom-chul.

    Além disso, a chance de Pyongyang alcançar a meta de obter um míssil intercontinental pode permitir que a Casa Branca tome “medidas militares contra Pyongyang”, o que seria “a opção mais atraente sobre a mesa da perspectiva de Trump”.

    Contudo, o professor disse crer que o medo de uma retaliação militar maciça dos norte-coreanos deve manter a alternativa militar em compasso de espera.

    “Ele [Trump] ainda pode criar tensões militares por meio de outras opções, sem executar um ataque militar direto contra a Coreia do Norte. Ou seja, operações militares, bloqueios navais e a imposição de uma zona de exclusão podem também aumentar as tensões no nordeste da Ásia”, comentou Shin à agência sul-coreana Yonhap.

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    Tags:
    icbm, terceira guerra mundial, míssil balístico intercontinental, guerra nuclear, guerra, Vincent Stewart, Donald Trump, Dan Coats, Kim Jong-un, Estados Unidos, Coreia do Norte
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