13:42 18 Novembro 2017
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    Nicolás Maduro, presidente venezuelano, em uma noite de homenagem a Hugo Chávez em Moscou, no jardim Ermitage

    Maduro acusa Trump de tentar ‘intervenção imperialista’ na Venezuela

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    Presidente contra Parlamento: Constituinte venezuelana (7)
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    O presidente venezuelano Nicolas Maduro acusou nesta sexta-feira os Estados Unidos de estarem tentando promover uma intervenção no país sul-americano, que enfrenta uma forte crise interna. A violência já deixou um saldo de 40 mortos e mais de mil feridos em dois meses de protestos.

    Na última quinta-feira, o governo norte-americano sancionou oito magistrados da Suprema Corte da Venezuela, considerados por Washington como culpados por usurpação do poder dos congressistas há algumas semanas – em uma manobra atribuída ao próprio Maduro à época.

    Em um comício fora da sede do governo em Caracas, Maduro se dirigiu ao presidente norte-americano Donald Trump e o acusou de estar tentando promover uma “intervenção imperialista” no país. “’Go home’ Donald Trump! Fora da Venezuela, Donald Trump!”, bradou.

    Mais cedo, o governo da Venezuela emitiu uma nota em que acusou Trump de cometer agressões que “ultrapassaram todos os limites”, caminhando para uma “ingerência grosseira” no país.

    Além disso, Caracas quer o fim do financiamento de opositores, que estariam recebendo ajuda financeira de Washington. Para o governo Maduro, tais repasses estariam desembocando nos episódios de violência que vêm sendo registrados há oito semanas no país.

    A sanção por parte do Departamento do Tesouro norte-americano contra Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte venezuelana, e outros sete magistrados se deve ao episódio em que o tribunal retirou por algumas horas o poder do Legislativo em votar uma medida que poderia tirar o poder das mãos de Maduro. Diante da repercussão, a Corte recuou pouco depois.

    Trata-se da segunda sanção contra funcionários venezuelanos, que tiveram os seus bens nos Estados Unidos congelados. Em fevereiro, outra sanção foi imposta ao vice-presidente de Maduro, Tareck El Aissami, por narcotráfico.

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