03:47 24 Fevereiro 2020
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    Um professor africano-americano da Universidade do Texas A&M gerou muita controvérsia nos EUA, pois, durante as aulas, ele chegou a falar sobre a necessidade de matar pessoas brancas para acabar com o problema do racismo e alcançar a verdadeira igualdade social, informa o portal Narrative Collapse.

    Tommy Curry é professor de Filosofias Negras Radicais no Departamento de Filosofia da Faculdade de Artes Livres da universidade pública em questão. Entre outras coisas, Curry defende os afro-americanos devem falar abertamente sobre assassinatos de brancos para obter a verdadeira "libertação negra".

    Atualmente, assassinatos inter-raciais nos EUA afetam principalmente a comunidade africano-americana. Curry publicou dois livros em que defende a teoria de assassinato em massa de pessoas brancas, e seus alunos têm de comprar suas obras, segundo o portal.

    O Estado paga pelo ensinamento de ideias radicais?

    A Universidade do Texas A&M condenou as declarações feitas por Tommy Curry, tanto em sala de aula, como em outras plataformas, tais como no YouTube. No entanto, eles se recusaram a despedir o homem, pois seus comentários são protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos "que protege os direitos das pessoas de expressar suas opiniões pessoais, por mais reprováveis que sejam elas". 

    Entretanto, a mídia norte-americana insiste que a Primeira Emenda não garante emprego para aqueles que trabalham em instituições públicas, pois o empregador tem direito de despedir aqueles que fazem parte de sua organização: 

    "Pagar a alguém que compartilha ideias radicais na universidade não tem nada a ver com liberdade de expressão. Ao despedi-lo não estaria sendo proibida liberdade de expressão", diz o Washington Examiner.

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    Tags:
    liberdade de expressão, racismo, EUA, Texas
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