22:43 11 Agosto 2020
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    O Exército de Libertação Nacional (ELN) - segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia - afirmou nesta quinta-feira (11) que não vê perspectivas de um acordo de paz até as eleições de 2018 e criticou a postura do governo com grupos paramilitares de extrema-direita.

    As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o ELN tiveram uma reunião em Havana, Cuba, para discutir o acordo de paz firmado entre o estado colombiano e as FARC. O encontro foi autorizado pelo governo. Os dois grupos também realizaram uma entrevista coletiva na capital cubana.

    Essa foi a primeira a primeira reunião das duas partes desde que a FARC assinou o acordo de paz na mesma cidade de Havana, em novembro. Os guerrilheiros já começaram a entregar suas armas.

    Desde fevereiro deste ano, o ELN também está negociando com o governo colombiano, em Quito, Equador. Há uma nova rodada de negociações marcada para 16 de maio.

    Perguntado se o ELN tem expectativa de fechar um acordo antes das eleições presidenciais e legislativas em 2018, o comandante da ELN Nicolas Rodriguez, conhecido como "Gabino", disse: "A verdade é que nós achamos que não".

    "É com pesar que afirmamos que não vemos a vontade do governo de enfrentar, como deveria, os paramilitares como um fenômeno que ameaça a paz", disse Rodriguez.

    Em um comunicado conjunto das FARC e do ELN, os grupos afirmaram estarem comprometidos em criar um país mais comprometido com a democracia na Colômbia e eliminar a violência da disputa política.

    Mais de 220 mil pessoas já morreram nos confrontes entre governo, ELN, FARC e grupos paramilitares.

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    Tags:
    ELN, FARC, Nicolas Rodriguez
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