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    O diretor do FBI James Comey afirmou nesta quarta-feira que a Rússia continua envolvida com a política dos Estados Unidos. E ele foi além: disse que o Kremlin representa “a maior ameaça para qualquer país do mundo”.

    As duas falas foram proferidas durante uma audiência no Senado.

    Questionado pelo senador republicano Lindsey Graham se “é justo dizer que o governo russo ainda está envolvido com as políticas norte-americanas”, Comey respondeu que “sim”.

    Na mesma audiência, o diretor do FBI explicou que as investigações em torno do suposto envolvimento de pessoas da campanha presidencial de Donald Trump com o governo da Rússia estão em andamento.

    A afirmação é semelhante ao que Comey disse em 20 de março, quando revelou que o FBI estava apurando um possível esforço russo para interferir nas eleições dos Estados Unidos em 2016, incluindo relações entre pessoas da campanha de Trump com o Kremlin.

     “A maior lição que aprendemos é que a Rússia fará isso de novo. Em razão das eleições de 2016, eles viram que funcionou”, avaliou. Ainda sobre a Rússia, Comey destacou que o país é “a maior ameaça de qualquer nação na Terra, dada a sua intenção e capacidade”.

    A Rússia sempre negou qualquer tentativa de interferência nas eleições norte-americanas ou de qualquer outro país, chamando as acusações de absurdas.

    Clinton

    Outra investigação em andamento envolve o uso de um servidor de e-mail privado pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Comey prometeu “punições severas” em caso de vazamentos de informações a respeito da investigação.

    Até o momento a apuração não rendeu punições, embora Comey tenha dito que Hillary foi pouco cuidadosa ao usar um e-mail pessoal para assuntos de Estado. Vários aliados de Trump disseram ter tido acesso a dados da investigação sobre o caso.

    A própria Hillary disse na terça-feira que a carta enviada pelo diretor do FBI ao Congresso, no ano passado, na qual ele tratava da apuração em andamento, contribuiu para o fracasso da corrida presidencial da candidata democrata.

    Parte do material caiu nas mãos do Wikileaks, que divulgou detalhes dos e-mails de Hillary quando secretária de Estado dos EUA. Hackers russos foram apontados como responsáveis pelo roubo das informações, o que não foi corroborado nem pela Rússia, nem por Trump ou pelo próprio Wikileaks.

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    Tags:
    fraude, política, espionagem, Senado dos EUA, FBI, WikiLeaks, Donald Trump, James Comey, Hillary Clinton, Estados Unidos, Rússia
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