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    Presidente eleito Donald Trump falando com representantes da mídia após reunião com oficiais do Pentágono, 21 de dezembro de 2016

    Será que Trump permite que Pentágono conduza a guerra como preferir?

    © REUTERS / Carlos Barria
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    Administração de Trump tem uma política de se abster em relação ao Pentágono que, por sua vez, ainda não considera que deve pedir autorização para expandir seus esquemas.

    O Conselho de Segurança Nacional, que normalmente coordena a política militar e externa, bem como executa a agenda nacional de segurança de Trump, se tem abstido de intervir nos assuntos, enquanto o posicionamento de tropas e missões de combate adicionais são acrescentados à agenda do Pentágono, informa o Yahoo News.

    Após a tomada de posse por Donald Trump, os Marines dos EUA têm instalado artilharia e aumentado a presença de tropas na Síria e estão dispostos a aumentar suas forças no Afeganistão, que já hoje contam com 8400 militares.

    Reides realizados por unidades de elite dos EUA no Iêmen já resultaram em um aumento sério de vítimas entre civis na região, bem como em um norte-americano morto, o que aconteceu durante uma operação militar que falhou.

    Entretanto, o chefe do Comando dos Estados Unidos para a África, general Thomas Waldhauser, declarou esperar que Donald Trump elimine as medidas de controle rígido em relação às ações militares na Somália para que o Exército possa desencadear uma nova guerra contra os membros armados do al-Shabaab na região.

    Tradicionalmente, todos esses passos provocariam debates entre o Pentágono e o presidente dos EUA, uma conversação que parece ter discretamente desaparecido.

    Neste contexto, o senador do Partido Republicano e chefe do Comitê do Senado para os Serviços Armados John McCain agradece a mudança:

    "Não somos obrigados a pedir licença aos que têm 30 anos de idade para responder a um ataque no Afeganistão."

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    Tags:
    poderes, debates, administração, presença militar, responsabilidade, tropas, Conselho de Segurança Nacional, Marinha dos EUA, Pentágono, Donald Trump, Somália, Iêmen, Afeganistão, EUA
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