10:37 04 Julho 2020
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    No contexto das tensões entre os EUA e a China no mar do Sul da China, assim como entre a OTAN e a Rússia no mar Báltico, a Marinha norte-americano está se rearmando para superar o gigante asiático e o país eslavo.

    "A Marinha dos Estados Unidos e a Lockheed Martin têm uma variedade de soluções para inclinar a balança a favor dos EUA e passar para uma ofensiva dura ", escreve Alex Lockie, autor de um artigo publicado na Business Insider.

    Lockie aponta que a Marinha dos EUA esteve focada durante anos no conceito da chamada "letalidade distribuída" que procurava armar até os navios mais pequenos com armas poderosas que podem destruir alvos a centenas de quilômetros de distância.

    Não obstante, os navios russos e chineses já têm mísseis de longo alcance que podem destruir os navios americanos antes que as forças estejam perto, observa o jornalista.

    Além disso, a Rússia e a China estão trabalhando no desenvolvimento das armas hipersônicas que serão cinco vezes mais rápidas do que a velocidade do som, acrescenta Lockie.

    Chris Mang, vice-presidente de mísseis táticos e sistemas de manobra de combate da Lockheed Martin, afirmou aos jornalistas que "a defesa é boa", mas "a ofensiva é melhor", cita o autor.

    De acordo com Mang, os mísseis novos e promissores, como o míssil antinavio de longo alcance (LRASM, na sigla em inglês) para navios e aviões, poderão entrar em serviço em 2020, o que reforçará a estratégia da Marinha dos EUA de "ver primeiro, compreender primeiro e atirar primeiro".

    Os funcionários da Lockheed Martin pretendem equipar os F-18 da Marinha dos Estados Unidos e os bombardeiros de longo alcance B-1B com os LRASM.

    Quanto às armas hipersônicas destinadas a redefinir a guerra naval, Mang reconheceu que ainda estão atrasadas.

    No entanto, a Marinha dos EUA continua melhorando e ampliando suas capacidades de defesa do sistema Aegis com o fim de destruir os mísseis de longo alcance da Rússia e da China e avançar no alcance dos mísseis hipersônicos de curto alcance que estes países estejam desenvolvendo, concluiu autor.

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    Tags:
    rearmamento, Lockheed Martin, Marinha, Mar do Sul da China, China, Rússia, EUA
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