15:20 23 Setembro 2017
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    Secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson desembarca no Aeroporto internacional Benito Juarez, na Cidade do México

    Secretário de Segurança Nacional dos EUA nega 'deportações em massa' de mexicanos

    © REUTERS/ Carlos Barria
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    O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, chegou ao México na quarta-feira (22) para se reunir com o chanceler mexicano Luis Videgaray, o presidente Enrique Peña Nieto e outras autoridades do país. Nesta quinta (23), os chefes diplomáticos de ambos os países concederam uma entrevista coletiva, em meio às tensões sobre o tema da imigração.

    O secretário de Segurança Nacional dos EUA, John Kelly, também acompanhou a comitiva.

    Videgaray destacou a importância das relações bilaterais entre o México e os EUA e ressaltou que a melhor maneira de resolver as diferenças é por um diálogo claro e franco. "O importante é dar passos na direção certa", afirmou o chanceler mexicano, acrescentando que é importante "continuar trabalhando continuamente para ir alcançando acordos".

    O ministro do Interior do México, Miguel Ángel Osorio Chong, destacou a importância de "construir regimes de parceria" e observou que o governo mexicano deixa clara a sua discordância em relação às recentes medidas tomadas pelo presidente dos EUA, ao mesmo tempo em que manifestou a preocupação a respeito de “um possível aumento de deportações" de mexicanos.

    Enquanto isso, Tillerson e Kelly afirmaram que ambos os países colaboram na segurança das fronteiras e comprometem-se a assegurar o cumprimento das leis e manter a ordem. Kelly disse que "não haverá deportações em massa" e que todas as deportações são feitas em conformidade com a legislação dos EUA.

    "O foco das deportações serão os elementos criminosos", afirmou o secretário de Segurança Nacional, acrescentando que as autoridades norte-americanas estão trabalham em estreita colaboração com as autoridades do país vizinho. Além disso, Kelly descartou a possibilidade de uso de força militar durante as deportações.

    Na véspera do encontro com as autoridades norte-americanas, Videgaray disse que não iria aceitar as novas propostas "unilaterais" dos EUA para regular a imigração – tema central das conversações entre os representantes dos dois países – e afirmou que poderia em breve apelar às Nações Unidas para defender os imigrantes.


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