00:38 19 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    130
    Nos siga no

    Os bichinhos do jogo Pokémon Go podem não ser reais, mas o problema que eles causam é. O condado de Milwaukee, Wisconsin, está cansado das criaturas imaginárias, então agora, se quiserem usar os parques, os animais virtuais terão de obter algumas permissões da vida real.

    Segundo a agência de notícias Associated Press, no auge da febre do Pokémon Go no verão passado, os oficiais do condado de Milwaukee ficaram confusos em como lidar com o lixo deixado pelos "caçadores" das criaturas em torno das instalações do condado, para não mencionar os banheiros sujos e o aumento da presença policial.

    Então eles criaram um processo de licenciamento. Para seres imaginários.

    "Estamos preparados para todos eles agora", disse o supervisor do condado Sheldon Wasserman, que escreveu a proposta de criação de um processo de licenciamento que diretor do condado Chris Abele assinou no início deste mês. Agora, os desenvolvedores de jogos como a Niantic, que criou Pokémon Go, terão que se candidatar a licenças de eventos, que custam de US$ 100 a US $ 1.000, se seus aplicativos localizarem atrações digitais em terrenos públicos. O dinheiro vai para a manutenção do parque, disse Wasserman. O condado também pode impor multas de até US $ 1.000 a fabricantes de jogos que não cumprirem a determinação.

    Dado que o Pokémon Go gerou US$ 600 milhões em receitas em outubro do ano passado, pode-se questionar o qual será o efeito corretivo de uma multa no valor de US$1000 dólares.

    Mas o condado tem pelo menos um precedente. Com jogos semelhantes de realidade aumentada sendo desenvolvidos o tempo todo, Milwaukee está agarrando o desafio emergente de regulá-los pelos chifres. Wasserman descreveu uma cena de "inferno absoluto" em um parque de Milwaukee perto do Lago Michigan, onde milhares de jogadores se reuniriam, criando engarrafamentos, horas extras para os oficiais de segurança e esmagando latas de lixo e esgoto. Em Illinois, as autoridades estão considerando fazer a empresa remover o jogo — uma resposta à quantidade de pedestres cruzando um parque com ecossistemas protegidos no ano passado.

    Críticos, entre eles Eddie Cullen, supervisor do condado, que se opuseram à medida, dizem que as pessoas devem ser responsáveis por seu próprio comportamento. "Se um jogador de 'Pokemon Go' joga ou danifica algo nos parques, deve ser da responsabilidade do jogador, e não da corporação pagar por danos", disse ele à AP.

    Lixo e banheiros são, talvez, o menor dos problemas da mania de Pokémon. O Pokémon Go Death Tracker já contabilizou 13 mortes diretamente relacionadas com o jogo, além de muitos ferimentos. O fabricante do jogo foi processado por invasão depois que um não-jogador descobriu que criaturas Pokémon estavam aparecendo em seu quintal, atraindo estranhos para sua casa, e muitos outros apresentaram queixas contra o fabricante por questões semelhantes.

    Mais:

    Pokémon Go atrasa lançamento no Brasil e fãs se dão 'certificado de trouxa'
    Internet vai à loucura no primeiro dia de Pokémon GO no Brasil; veja as melhores reações
    Pokémon GO causa a morte de mulher no Japão
    Tags:
    Niantic, Pokémon Go, Pokémon Go Death Tracker, Associated Press, Eddie Cullen, Chris Abele, Sheldon Wasserman, Wisconsin, Illinois, Lago Michigan, Milwaukee
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar